Jackson não fez nem um gol no clássico, mas foi o melhor jogador em campo. Dos seus pés saíram as jogadas dos três gols. No primeiro, ele chutou a bola que bateu na zaga do Corinthians sobrando a jogada para Paulo Nunes marcar. Depois, aos 43, ele criou o lance que deu origem ao pênalti a favor do Palmeiras, que resultou na expulsão do goleiro Nei. Arce cobrou e fez 2 a 0. Finalmente, no terceiro gol, Jackson deu o passe para Oséas marcar o último gol do Palmeiras na partida.
‘‘Acho que fiz meu papel’’, disse o meia, no vestiário, no fim do jogo, com simplicidade. ‘‘O esquema da equipe me deu condição para fazer a movimentação e aparecer sempre de surpresa na intermediária do adversário.’’ Ele correu tanto em campo que aos 40 minutos do segundo tempo foi substituído por Pedrinho. Sua atuação pode dar condição para Jackson ganhar uma posição como titular da equipe.
Ontem, ele jogou porque Alex está com a Seleção Brasileira no exterior. Jackson foi contratado do Sport Recife no fim do ano passado para ser uma opção do treinador no meio-de-campo. No clássico, com a fixação de Zinho como terceiro volante, Jackson teve mais liberdade para apoiar o ataque.
O técnico Luiz Felipe Scolari admitiu que o cansaço do adversário, que fez três jogos nos últimos cinco dias, foi um fator favorável ao Palmeiras. ‘‘Mas devemos destacar que minha equipe teve bom comportamento em campo, jogamos pelo resultado’’ disse. ‘‘O Corinthians fez um gol e criou ainda outras jogadas, portanto, não poderíamos mesmo abrir o time para atuar ofensivamente.’’
O atacante Oséas estava satisfeito com o gol que marcou. ‘‘Eu imitei um gavião (símbolo da torcida do Corinthians) e contei com a colaboração de Paulo Nunes e Júnior Baiano, que atiraram de espingarda, como havíamos combinados antes.’’

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