Jacaré é o símbolo dos fanáticos rubro-negros
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domingo, 16 de dezembro de 2001
Julio Cesar Lima<br>De Curitiba 
A torcida do Atlético deu um show em todo o Campeonato Brasileiro. Poucas conseguiram incendiar o time como a galera rubro-negra. Hoje esses fanáticos torcedores vão comparecer em massa ao Estádio Joaquim Américo, a Arena da Baixada.
Entre tantos anônimos há um que se destaca na multidão. Nenhum atleticano é tão folclórico como José Leopoldo de Oliveira Silva, 40. Jacaré, como é conhecido em Curitiba, pedala 25 quilômetros diariamente sua bicicleta rubro-negra.
Mas não é uma bike comum. Adaptada com 380 garrafas recicladas, e uma estrutura que pesa 48 quilos, ela chama a atenção de todos que a vêem pelas ruas. ''Faço isso pelo amor que tenho pelo Atlético'', afirmou Jacaré.
Antes de se declarar atleticano, Jacaré fala de seu amor pelo CRB (Clube de Regatas Brasil), de Maceió (AL). Alagoano de Viçosa, Jacaré torce pelo clube de sua terra natal, mas o carinho que tem pelo seu conterrâneo Flávio, o faz vibrar nessa final.
''O Flávio é uma excepcional pessoa. Guardo com todo o respeito e carinho algumas lembranças que ganhei dele'', disse Jacaré, que depois das pedaladas matinais com a bike do Atlético, ele pega outra bicicleta para divulgar o nome de uma loja local. Antes da partida do Brasil contra o Chile e Panamá, Jacaré desfilou pela cidade com a bicicleta pintada de verde-amarelo.
Apesar do marketing para o rubro-negro; Jacaré lembra que o clube pouco colabora para sua ''nave''. ''Preciso adaptar mais algumas coisas, para que ela possa aguentar o peso e também uma forma de tocar o hino do clube'', disse.
Em uma recaída de Dadá Maravilha, jogador famoso por suas frases de efeito; Jacaré lembra que somente ele consegue andar na bicicleta. ''Só o Jacaré está treinado na atual conjuntura para pilotar a nave'', diz, lembrando que um turista tentou e quase quebrou o vidro de um banco. ''O japonês não aguentou nem fazer a primeira curva. Pilotar a nave é difícil'', afirma.


