JÁ DEIXOU SAUDADE !
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
EDUARDO MENDES<br>e [email protected]<br>EM BRASILIA (DF) 
As vaias ao longo da precoce carreira no futebol brasileiro significaram, talvez, para Neymar, um respeito enrustido ou até mesmo temor por parte do torcedor adversário. E nem mesmo no dia da despedida da Joia, bem distante da Vila Belmiro onde o astro foi criado, ele foi poupado delas.
Manifestações ofensivas e até cânticos com palavrões que não intimidaram o mais novo reforço do Barcelona. O choro durante a execução do hino nacional mostrou que Neymar queria vivenciar profundamente, mesmo longe de casa e com a maioria do Estádio Mané Garrincha torcendo contra, a despedida efetiva do Brasil. O camisa 11 parecia mesmo estar distante um pouco do que acontecia na estreia de Santos e Flamengo no Brasileirão.
Aberto na ponta esquerda, foi vigiado de perto ora por Luiz Antonio ora por Léo Moura. Tentou as jogadas de efeito do seu vasto repertório, mas sem sucesso. O camisa 11 não estava intrépido como de costume. Até interveio em uma discussão de Renato com Cícero, recebeu orientações ao pé do ouvido de Muricy Ramalho, cobrou faltas da intermediária, mas nada do tal lance mágico com o selo de qualidade Neymar.
Estivesse a Joia guardando parte do show para as exibições ao lado de Messi para catalão algum colocar defeito. Sorte do Flamengo, que foi superior durante os 90 minutos, mas pecou nas finalizações. E o jogo acabou mesmo no 0 a 0. Sem dancinhas e os risos característicos de Neymar.
A despeito da falta do gol e até mesmo de mais uma atuação antológica, o sentimento, para o santista, em relação a Neymar, é de dever mais do que cumprido. Afinal, com quantas atuações memoráveis o torcedor já foi brindado?
No grand finale o futebol arte não apareceu, mas a saudade já vem à tona. Não só pelo que representou a Joia para a história do Santos, mas também pelo péssimo momento técnico da equipe de Muricy Ramalho.






