Ivo planeja time ideal na Copa do Brasil
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A invencibilidade da defesa acabou, mas o Coritiba continua confiando no seu sistema defensivo para se manter bem no Campeonato Paranaense e iniciar com o pé direito a disputa da Copa do Brasil, amanhã, contra o Holanda, em Manaus. Se não levar nenhum gol, algo que conseguiu em cinco dos seis jogos oficiais da temporada, o Coxa ficará na dependência de balançar duas vezes as redes rivais para eliminar o jogo de volta da competição nacional, ganhando uma folga em um calendário bastante apertado.
Feito que o time conseguiu em três oportunidades: em 1999, quando venceu o Fortaleza por 3 a 1; no ano seguinte, na goleada de 5 a 1 sobre o Poções (BA); e em 2005, ao bater o CFZ (DF) por 2 a 0.
Para encarar uma equipe que ainda não jogou oficialmente em 2009 - o Campeonato Amazonense começa só em março -, Ivo Wortmann pode antecipar a adoção da escalação defensiva que considera ideal, ao menos pelo rendimento de seus comandados neste início de ano. O time teria então Pereira, que estreou na vitória sobre o Rio Branco, formando o trio de zaga com Cleiton (que se firmou de vez no clube, ainda mais após renovar contrato até 2011) e Felipe, que cumpriu suspensão domingo e reassume o posto.
Com isso, Rodrigo Mancha voltaria às origens, atuando de volante, ao lado de Douglas Silva, Leandro Donizete ou Rodrigo Pontes. Pedro Ken pode ser novamente escalado na ala-direita e Guaru deve retornar no outro lado do campo (Márcio Gabriel e Vicente são opções). Renatinho, que ganhou o lugar de Marlos, e Marcos Aurélio completam o meio-campo, enquanto Hugo deve ser mantido isolado no ataque.
Qualquer que seja a escalação, o treinador destaca o que a equipe precisa apresentar dentro de campo. "O time precisa ter espírito guerreiro. Acho que o torcedor espera do Coritiba justamente isso", resume Wortmann, que exemplifica com o comportamento da equipe diante do Rio Branco o que não quer ver em campo: "Não podemos abrir o placar e deixar eles diminuirem, ou deixar para resolver no segundo tempo", conclui.


