Italianos estudam como segurar Shevchenko
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quarta-feira, 28 de junho de 2006
Das agências 
Duisburg - É futebol italiano, mas podia ser tragédia grega. Não bastasse o escândalo de compra de resultados que manchou a imagem do esporte no país, a ''Squadra Azzura'' passou a conviver com outros pesadelos que comprometem sua estabilidade às vésperas do jogo contra a Ucrânia, amanhã, em Hamburgo. O drama de Gianluca Pessotto, ex-jogador da seleção e atual diretor da Juventus que na terça-feira tentou o suicídio ao se jogar do segundo andar do escritório onde trabalhava, abalou emocionalmente a equipe, que estuda uma forma de parar Andriy Shevchenko, o artilheiro ucraniano que os ''tiffosi'' aprenderam a admirar.
A notícia sobre o incidente envolvendo Pessotto, que continua hospitalizado em estado grave mas não corre risco de morte, caiu como uma bomba na concentração italiana, em Duisburg. O lateral Zambrotta, o atacante Del Piero e o dirigente Ciro Ferrara foram à Itália na noite de anteontem para prestar solidariedade à família e acompanhar a evolução da situação de perto, mas ontem o clima ainda era de preocupação, já que muitos jogadores foram companheiros de Pessotto até ele se despedir do futebol e da Juventus clube que defendeu por onze anos na temporada passada.
Enquanto torcem pela recuperação de Pessotto, que fraturou o maxilar, a bacia, tíbia e perônio e teve hemorragia interna, os italianos estudam como neutralizar Shevchenko. Por sete temporadas com a camisa do Milan, o atacante se tornou o segundo maior goleador do clube em partidas oficiais. Este ano, depois de um campeonato apenas regular, ''Sheva'' acertou sua transferência para o Chelsea. Apesar de não estar fazendo uma Copa do Mundo brilhante, ele é a alma da Ucrânia, uma equipe sem brilho que, depois do milagre de chegar às quartas-de-final em seu primeiro Mundial, planeja vôos mais altos para garantir os milhões de dólares que a federação nacional oferece como prêmio.
Sem poder contar com o titular Alessandro Nesta, que ainda se recupera de uma lesão muscular, e seu substituto Materazzi, expulso na vitória sobre a Austrália, o técnico Marcelo Lippi vai recorrer ao jovem Andrea Barzagli, jogador do Palermo.
Ucrânia Andriy Shevchenko, atacante e destaque da seleção ucraniana, que conseguiu nos pênaltis uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo, depois de empatar em 0 a 0 com a Suíça, agora se prepara para enfrentar a seleção da Itália, país em que consolidou sua carreira profissional. ''Joguei sete anos maravilhosos lá, num time grande como o Milan. Será um jogo especial'', disse Shevchenko.
''Será ótimo reencontrar com alguns amigos do tempo de clube'', disse, referindo-se a Gennaro Gatusso e Andrea Pirlo, que conhecem bem o perigo de Shevchenko, que já foi eleito o melhor jogador da Europa jogando pelo Milan. ''Agora tenho que enfrentá-los no jogo mais importante da história da Ucrânia'', apontou o atacante.


