São Paulo - Nada como uma vitória incontestável para fazer os críticos mudarem de opinião. Que o diga Rubens Barrichello, que até domingo era alvo de ataques desferidos de vários lados, principalmente por parte da imprensa italiana, inconformada com seus pálidos resultados com a Ferrari na temporada até então.
Mas ontem, o brasileiro só ouviu e leu elogios. Seu excepcional triunfo no GP da Inglaterra, em Silverstone, mereceu comentários favoráveis dos jornais italianos e também dos dirigentes da Ferrari.
O Corriere dello Sport, por exemplo, classificou o brasileiro como ''mago''. O La Gazzetta dello Sport considerou o desempenho de Rubinho em Silverstone como ''uma obra de mestre'' e abriu o seguinte título: ''Barrichello como Exterminador.'' E o Tuttosport destacou ''a resposta triunfal do homem nas sombras''.
Depois de responder ao críticos ''Espero que agora as pessoas calem a boca'' , ele também falou da emoção de escutar o Hino Nacional Brasileiro no pódio, o que o fez chorar. ''Quando estou no carro, controlo a emoção. Mas é impossível não chorar quando escuto o Hino.'' Nesses momentos, diz Barrichello, ele lembra da família e, principalmente, do pai, Rubão, que no início da carreira chegou a vender seu carro para que ele pudesse competir.
A cúpula da Ferrari também voltou a ser carinhosa com Rubens Barrichello. ''Ele venceu (em Silverstone) com todos os méritos. Fez uma grande corrida, até porque em determinado momento estava em oitavo lugar. Muitas vezes Rubens é criticado injustamente'', reconheceu o diretor esportivo da equipe, Jean Todt.

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