Italianos colocam à prova espírito de 82
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domingo, 11 de junho de 2006
Das agências 
São Paulo - A Itália tenta, a partir de hoje, provar que o ''clima de 82'' não está somente no caso de corrupção que assolou o país nos últimos meses, colocando em dúvida árbitros, dirigentes e jogadores. A primeira adversária nesta caminhada é Gana, a partir das 16h, em Hannover, pelo Grupo E. Como no Mundial em que foi campeã pela última vez, a seleção italiana chegou à Alemanha-2006 envolvida por um escândalo de manipulação de resultados, que teria favorecido a Juventus no Nacional. Durante a preparação, o goleiro titular Buffon, do time de Turim, foi hostilizado por torcedores.
Além da crise política no futebol do país, o time tem enfrentado disputas internas. Apesar dos desmentidos, o técnico Marcello Lippi teria o grupo dividido por brigas envolvendo Alessandro Del Piero e Francesco Totti, que duelam por vaga entre os titulares.
A equipe treinada por Lippi também sofre com desfalques por problemas físicos. Zambrotta e Gattuso foram vetados para a estréia. A boa notícia ficou por conta da recuperação do zagueiro Nesta.
Assim como enfrentou Camarões em 1982, os italianos terão outro adversário africano desta vez: a seleção de Gana, que se apóia em jogadores que atuam no futebol europeu, como Kuffour e Muntari, além do capitão Stephen Appiah, que foi comandado por Lippi durante duas temporadas na Juventus.
A expectativa italiana, porém, é de que o sofrimento seja menor do que na Espanha, quando o empate por 1 a 1 com Camarões na fase classificatória levou a definição da vaga para o saldo de gols.
''Não temos medo de ninguém, somos bastante fortes para passar pela primeira fase, e se passarmos esta etapa temos potencial suficiente para chegar até as semifinais'', afirmou desafiante o técnico da seleção africana, o sérvio Radomir Dujkovic.
''Gana não veio apenas participar do Mundial, mas ser um legítimo competidor. Nosso grupo, com Itália, República Tcheca e Estados Unidos, será muito duro, mas todas as equipes vão sofrer para ganhar de Gana'', advertiu o técnico da equipe africana. ''Podemos ser a surpresa do torneio, pois temos bons jogadores em todos os setores. Nosso meio-de-campo, em particular, tem uma grande qualidade e tem grande capacidade de jogo'', afirmou Otto Addo, do Mainz, da Alemanha.
Na arbitragem há estréia brasileira: o gaúcho Carlos Eugênio Simon, que já havia participado da Copa de 2002.
ITÁLIA
Buffon; Zaccardo (Oddo), Nesta, Cannavaro e Grosso; Camoranesi, Pirlo, Perrotta (De Rossi); Totti (Del Piero), Gilardino e Toni. Técnico: Marcello Lippi
GANA
Adjei; Paintsil, Kuffour, Mensah e Pappoe; Muntari; Essien, Appiah e Addo; Gyan e Amoah. Técnico: Ratomir Dujkovic
Juiz: Carlos Eugênio Simon (BRA)
Estádio: AWD Arena, em Hannover
Horário: 16 horas


