São Paulo - O futebol italiano tenta a partir de hoje esquecer seu mais recente escândalo sem nem ter superado completamente a crise de corrupção anterior. A temporada 2012/13 começa envolta num gigante esquema de manipulação de resultados. E sentindo os efeitos da hecatombe de 2006.
A Juventus, protagonista do penúltimo escândalo, abdicou de usar estrelas na camisa em forma de protesto. O título da temporada passada, o primeiro desde o caso que provocou seu rebaixamento, foi o 30º do clube, o que lhe daria direito de usar três estrelas. Mas, como teve dois troféus cassados devido à corrupção, só poderia estampar duas estrelas na logo.
A mancha da crise ainda alcança as bilheterias. O campeonato nunca mais conseguiu chegar à média de 26.098 pessoas por jogo de 2004/05, a última edição antes do efeito moral provocado pelas denúncias e provas de uma liga cheia de sujeira. Na última temporada, afetada também pelo desmoronamento financeiro do país, a média de público ficou um pouco abaixo de 22.500.
Se em 2006 o esquema tinha um objetivo principal esportivo, de favorecer os maiores clubes do país, em especial a Juventus, e passava pela comissão de arbitragem, desta vez a origem do escândalo é externa ao futebol.
Em junho do ano passado, a polícia italiana descobriu a existência de uma rede de fabricação de resultados envolvendo subornos a jogadores, dirigentes e técnicos para favorecer apostadores ilegais. No total, mais de 110 pessoas foram suspensas e houve pelo menos 50 punições a clubes, entre multas, perdas de pontos e rebaixamentos.

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