Berlim - Gana descobre, Estados Unidos se instalam, República Tcheca confirma, mas o grande favorito do Grupo E da Copa da Alemanha é certamente a Itália, que chega com o objetivo de fechar um longo jejum de 24 anos e conquistar um troféu que escapa de suas mãos desde a Copa da Espanha, em 1982. Aos 24 anos, Alberto Gilardino, atacante da ‘‘Squadra Azzurra’’, nasceu seis dias antes da vitória na final daquele Mundial contra a Alemanha (3 a 1). É também o tempo de duração de um período de seca que aflige uma Itália tricampeã mundial (1934, 1938 e 1982) em 15 participações.
  Desde então, a Itália disputou a final dos Estados Unidos – 1994, na qual perdeu na disputa de pênaltis para o Brasil, e a da Eurocopa – 2000, perdida em 15 segundos para a França (1 a 2, com o gol de ouro).
  Mas os dois últimos grandes torneios disputados pela ‘‘Azzurra’’ não permitiram ao país ver a luz no fim do túnel. Na Copa do Mundo da Coréia e do Japão, em 2002, a Itália foi eliminada nas oitavas-de-final pelos sul-coreanos (1 a 2, com o gol de ouro). Na Eurocopa 2004, em Portugal, não passou da primeira fase, eliminada por Suécia e Dinamarca.
  Na Alemanha, os italianos encontrarão pelo caminho a equipe com um futebol que atraiu as atenções na Euro-2004, a forte República Tcheca, conduzida por um jogador muito conhecido na Itália, Pavel Nedved, Bola de Ouro 2003, cérebro da Juventus.
  Assim como outros jogadores, Nedved anunciou sua aposentadoria pela seleção após a competição européia, mas depois voltou atrás e foi fundamental para a seleção na vitória obtida na repescagem sobre a Noruega (2 a 0), em novembro do ano passado. Embora ainda não tenha confirmado a sua participação na Alemanha, o treinador Karel Bruckner conta com ele.
  Itália e República Tcheca se enfrentarão no dia 22 de junho em Hamburgo, na última partida de ambas as equipes no Grupo E. Mas tudo leva a crer que as duas tentarão assegurar suas vagas para as oitavas-de-final antes de seu confronto particular, principalmente para evitar cruzar com o Brasil na fase seguinte. Porém, para isso são necessários bons resultados contra as outras duas seleções da chave: Estados Unidos e Gana.
  Gana, classificada pela primeira vez para uma Copa, não brilhou na última Copa da África de Nações, disputada no Egito, em parte, devido à ausência de sua estrela Michael Essien, contundido. Essien tem presença confirmada no Mundial junto com os ‘‘Black Stars’’.
  A seleção dos Estados Unidos, apesar de não ter conseguido grandes resultados no futebol, é uma rival perigosa e bastante regular. Os ‘‘Boys’’ participarão na Alemanha de seu quinto Mundial consecutivo, e o treinador Bruce Arena poderá contar com vários dos jogadores que há quatro anos na Ásia chegaram às quartas-de-final, fase em que foram derrotados pela Alemanha (0 a 1). Arena não esconde a sua alegria em enfrentar a Itália: ‘‘Meus avós maternos eram originários da Itália. Estou contente por enfrentar a ’Squadra’’’.
  Este Grupo E tem um ar de algo ‘‘já visto’’, já que na Itália, em 1990, os anfitriões enfrentaram em seu grupo Estados Unidos e República Tcheca (na época Thecoslováquia). A Áustria foi a quarta equipe. Naquela ocasião, os ‘‘azzurri’’ derrotaram os americanos por 1 a 0 e os tchecos por 2 a 0. Será preciso repetir a dose...

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