Itália preparada para decisão
Duisburg - Foi o presidente da Federação Alemã, Theo Zwanzigen, que se encarregou de descrever o ambiente que os italianos encontrarão no Westfalenstadion, em Dortmund, onde a Alemanha mantém o impressionante retrospecto de 13 vitórias e um empate, contra Gales, em 1977. Segundo Zwanzigen, o estádio será a reprodução do inferno, um caldeirão em que os torcedores quase podem tocar os jogadores. Em meio ao clima quente criado pela suspensão de Frings, a Itália não tem medo de se queimar. O técnico Marcelo Lippi, um comandante que é a imagem da serenidade e da confiança, lembrou que seu time está preparado para jogar em qualquer atmosfera, com a vantagem de estar crescendo na hora certa.
''É impossível uma equipe começar e terminar com cem por cento de suas condições'', disse Lippi, numa resposta às críticas ao futebol apresentado pela equipe, principalmente de publicações alemães. ''O normal é crescer ao longo da competição e foi o que aconteceu conosco. Nada vai nos intimidar.''
Os italianos respiram outros ares desde que venceram a Ucrânia e garantiram vaga nas semifinais, e uma prova disso foi a decisão da comissão técnica de abrir alguns treinos para o público nos últimos dias. A classificação tirou o peso das costas dos jogadores, que chegaram à Alemanha cientes de que um fracasso no Mundial mancharia ainda mais a imagem do futebol nacional, bastante desgastada pelo escândalo de corrupção. Até mesmo a relação com a imprensa está mais cordial. E tudo isso parece ter feito bem à equipe, a ponto de Lippi admitir que o jogo com a Alemanha é o início de uma caminhada.
''Ninguém está satisfeito de estar entre os quatro, esse jogo não é um ponto de chegada, é um ponto de partida'', avisou. ''Nosso entusiasmo só aumentou''. (Agência O Globo)





