São Paulo - A seleção italiana manteve a tradição de o finalista de melhor campanha conquistar o título da Copa do Mundo. Desde o Mundial de 1978, na Argentina, o finalista que tem a melhor campanha acaba sendo o campeão mundial. Para chegar à decisão, os franceses somaram 14 pontos, dois a menos que os italianos.
  Em 1978, por exemplo, a Argentina chegou à decisão com nove pontos, um a mais do que o adversário, a Holanda. Na Copa da Espanha, em 1982, a Itália tinha nove pontos antes da final. A Alemanha Ocidental somara oito. Quatro anos depois, no México, a Argentina possuía campanha superior à Alemanha. Os sul-americanos haviam somado 11 pontos em seis jogos, contra oito do adversário.
Na Copa da Itália, em 1990, ocorreu o inverso. Os alemães tinham dez pontos contra sete dos argentinos.
  Em 1994, nos Estados Unidos (quando a vitória passou a valer três pontos), o Brasil somara 16 pontos até a semifinal. Os italianos tinham 13. Na França, em 1998, os donos da casa tinham desempenho superior ao Brasil. Os Bleus (azuis) chegaram a decisão com 16 pontos. A seleção brasileira tinha 13.
  No Mundial da Coréia do Sul e do Japão, o Brasil era melhor. Tinha 18 contra 16 da Alemanha. A última vez que o time de campanha inferior acabou vencendo a final foi em 1974. A Holanda chegara a final com 11 pontos, um a mais do que a Alemanha Ocidental, que acabaria campeã.
  Apesar de ter sido vazada uma vez na final da Copa do Mundo-2006, ontem, contra a França, a Itália igualou o melhor desempenho de uma defesa campeã na história dos Mundiais. A Azzurra levou dois gols nos sete jogos, média de 0,29 por duelo.
  O time do técnico Marcello Lippi, que foi campeão nos pênaltis (5 a 3) -empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação-, repetiu o recorde da própria França, que em 1998 chegou ao título com apenas dois tentos sofridos.
  Além da França de 1998 e da Itália de 2006, outra defesa eficiente foi a do Brasil na Copa-1994. Na conquista do tetra, a equipe brasileira foi vazada três vezes, média de 0,43. A Inglaterra também levou três em 1966, mas em seis jogos (0,5). O Uruguai, em 1930, e a Itália, em 1934, também sofreram três -0,75 e 0,6, respectivamente.
  A pior performance defensiva de um campeão foi em 1954, quando a Alemanha levou 14 gols -2,33 por duelo. O time do técnico Sepp Herberger, porém, fez 25 gols em seis jogos (4,17), na melhor média de gols de um campeão.
  O Brasil de 1970 também mostrou poder no ataque, mas problemas no setor defensivo. A equipe de Zagallo levou sete gols na campanha do tricampeonato, com 1,17 por partida, mas, por outro lado, balançou as redes 19 vezes (3,17).

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