Com a surpreendente eliminação de Argentina e França, seleções consideradas grandes favoritas ao título pela imprensa mundial, o caminho da Seleção Brasileira rumo ao pentacampeonato ficou um pouco mais tranquilo. A equipe do técnico Luiz Felipe Scolari só encontrará seleções de alto nível nas quartas-de final e na grande decisão do Mundial Coréia/Japão.
Depois de contar com a sorte e cair em um grupo fácil na primeira fase, o Brasil iniciará uma fase de jogos que nem sempre o melhor em campo sai como vencedor. Se o imponderável estiver longe da cidade de Kobe, a Seleção vencerá sem muitos problemas a regular Bélgica, adversário que nunca enfrentou em mundiais.
Nas quartas, as dificuldades devem ser redobradas em progressão geométrica. Se passar pelos ‘‘Diabos Vermelhos’’, a Seleção enfrentará o vencedor de Dinamarca e Inglaterra. Os nórdicos ignoraram o favoritismo francês e eliminaram os ‘‘Bleus’’ sem nenhuma piedade. Já o ingleses foram os algozes da arquirival Argentina.
Na semifinal, o Brasil voltará a enfrentar uma seleção que integra a divisão intermediária do futebol mundial. Com exceção da Suécia, as equipes de Senegal, Japão e Turquia são adversários teoricamente mais fracos. Já a Suécia provou que reúne qualidades para chegar à final. Os vikings bateram a Nigéria e empataram com Argentina e Inglaterra, saindo do ‘‘Grupo da Morte’’ na primeira posição.
Se o Brasil estiver em Yokohama, no dia 30, os mais prováveis inimigos são Itália, Espanha ou Alemanha, países que organizam os mais badalados campeonatos de clubes. A ‘‘Scuadra Azzurra’’, seguindo sua própria tradição em Mundiais, se classificou com muitas dificuldades, mas reúne jogadores em condições de desequilibrar qualquer partida, caso de Totti, Vieri e Del Piero. Já a Espanha obteve três vitórias convincentes na primeira fase. A Fúria, estigmatizada com os fracassos das últimas Copas, confia no talento de sua dupla de atacantes, Raul e Morientes, parceiros no supertime do Real Madri.
A Alemanha chegou ao Mundial descredenciada por sua fraca campanha nas eliminatórias. Depois de se classificar na repescagem, a equipe recuperou a auto-estima com os gols do atacante Klose, atual artilheiro do Mundial.

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