Isnard Cordeiro
Isnard Cordeiro
Socorro, dona Emília
A luta do Grêmio Londrinense para manter o seu time de basquete continua. Interessante que o técnico Enio Vecchi entrou na parada e tem feito de tudo para manter a equipe na cidade. É verdade que ele é parte interessada, alguém poderia dizer. Mas é bom lembrar que ele está funcionando como auxiliar técnico de Hélio Rubens na seleção brasileira e que recentemente recusou proposta do Corinthians/Pony, o que significa que se sair daqui, arruma emprego, até melhor, no mesmo momento. Mas Enio quer ficar, porque acredita no potencial da cidade em manter, não apenas um time, mas uma estrutura toda do esporte, com escolinhas revelando valores, para, no futuro, abastecer não apenas uma, mas duas equipes.
O Centro de Excelência Rexona é um projeto ousado, com ajuda do governo do Estado. Joaquim Cruz (já com patrocinador definido) e possivelmente a Magic Paula são os próximos a transferir residência para Curitiba, com a finalidade de orientar mais centros de excelência. O governo deu também uma forte mão ao voleibol de Maringá. E com justiça, diga-se de passagem. Não é então, de se perguntar o que pode ser feito pelo governo, para ajudar o basquete do Grêmio?
Lembro que no início do ano o prefeito Antônio Belinati afirmou que nos quatro anos de mandato, ele manteria a equipe na cidade. Sei que o Executivo passa por uma dificuldade financeira muito grande, não conseguindo pagar seus funcionários em dia. Só que todos nós sabemos que a vice-governadora é Emília Belinati, sua esposa. Portanto, ele tem a quem pedir ajuda, até porque o governo do Estado está investindo alto no esporte, a ponto de lançar, com sucesso, os Jogos Mundiais da Natureza, a ser realizados este mês ainda, na Costa Oeste.
Não acredito que o Jaime Lerner vá dizer não a Londrina, especialmente se o pedido partir da vice Emília. Tenho certeza que a Emília quer um time de basquete forte em Londrina. Afinal, foi praticamente numa quadra que Belinati começou a namorá-la e depois desposá-la. O esporte está no sangue da Emília. Ela conhece as dificuldades em todos os sentidos, pois jogou por muitos anos e sentiu de perto os problemas que o prof. Reynaldo Ramon enfrentava para manter a equipe de Emília, Wilma, Hilda, Márcia, Maria Conceição, Dentinho, Áurea, Salete, Vera, Edna entre tantas com as quais a hoje vice-governadora jogou. O dinheiro que já era curto naquela ocasião ficou mais difícil. E se a dona Emília não ajudar, o basquete londrinense vai mesmo fechar. Só que a Emília não poderá levar a culpa de tudo que está errado em suas costas. Tem mais gente envolvida, especialmente os diretores da empresa que mantinha o patrocínio e agora pulou fora, depois de ganhar, inclusive, um substancioso aumento nas tarifas.
-Hoje a Câmara vota, em terceira discussão, a liberação de R$ 118 mil para a SAL. Aí tem dinheiro, né?





