Moscou - Quando a disputa do salto com vara passou das tentativas a 4,82m, a torcida russa já sabia que Yelena Isinbayeva seria medalhista no Mundial disputado em sua casa. Afinal, só restavam ela, a norte-americana Jennifer Suhr e a cubana Yarisley Silva na prova. Os nomes eram os mesmos do pódio da Olimpíada de Londres e das três primeiras posições do ranking até o torneio. Faltava apenas saber a posição final de cada uma delas.
Pela ordem de saltos, Yelena seria a primeira a atacar o sarrafo a 4,89m. E ultrapassou a barreira com tamanha facilidade que, ao cair no colchão, tinha certeza de que o ouro não lhe escaparia. Os fanáticos russos entraram em êxtase. A saltadora, colocando uma enorme pressão nas rivais, vibrava. E Suhr, a campeã olímpica que se alinhava para saltar, sabia que a festa tinha dona. Não conseguiu acertar nenhuma tentativa, assim como a cubana, prata no ano passado.
Depois de enfrentar o fracasso nos dois últimos Mundiais, sem nem sequer conquistar um lugar no pódio, a russa voltou ao topo. "Sou a número 1 novamente. Posso deixar o esporte com o coração tranquilo porque fiz tudo o que eu podia", disse a campeã. "Se não vencesse aqui, ficaria com um sentimento ruim".
Isinbayeva negou, mais uma vez, a sua aposentadoria. "É apenas uma parada para ser mãe. Quero competir na Olimpíada do Rio. Mas, se não tiver condições de competir em 2016, todos serão avisados oficialmente da minha decisão".
Assim que o placar anunciou que Isinbayeva era oficialmente campeã do mundo, a russa saiu correndo pelo estádio, pulou as placas de publicidade e deu um abraço emocionado em um senhor de cabelos brancos na arquibancada. Era Yevgeny Trofimov, seu descobridor, e que voltou a ser seu técnico em 2010. Após o caloroso encontro, ainda voltou à pista para tentar bater o seu recorde mundial - errou as três tentativas a 5,07m.
Campeã mundial em Daegu-2011, quando Isinbayeva foi sexta colocada, Fabiana Murer ficou com a quinta colocação. A brasileira chorou de decepção e afirmou que "detalhes" a tiraram do pódio. Após passar 4,55m e 4,65m, ela falhou nas três chances de 4,75m - sua melhor marca no ano era 4,73m. "Fiz tudo o que podia, mas por detalhes não consegui saltar mais alto".

400 metros
O brasileiro Anderson Henriques terminou em oitavo lugar na disputa dos 400 metros, com a marca de 45s03. A prova foi dominada pelo norte-americano LaShaw Merritt, que faturou a medalha de ouro, com 43s74.

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