Piloto da Ferrari diz que a McLaren pode largar na frente, mas que na corrida ‘‘a história será outra’’
France PresseVISITAOs pilotos da MacLaren, David Coulthard e Mika Hakkinen, ontem nas instalações da Mercedes em Sindelfingen Ontem, ao se deslocar pelo paddock do circuito de Hockenheim, onde hoje começam os treinos para o GP da Alemanha, Eddie Irvine levava consigo dezenas de jornalistas. Estava sempre cercado. A prerrogativa que nos últimos anos sempre foi de Michael Schumacher transferiu-se agora para o homem do momento na Fórmula 1: o norte-irlandês, que ultrapassou o alemão na classificação do Mundial. O estilo irreverente, contudo, não mudou. ‘‘Se eu já falei com Michael? Não, ainda não, talvez na semana que vem’’, disse.
O piloto que pode ser campeão do mundo se apresentou para a entrevista com uma camisa já bem desgastada pelo uso, colocada para fora da calça, tênis desamarrados, óculos escuros e rosto e cabelos bem suados. Disse ainda que não gosta de correr em Hockenheim, pista da prova, e só deixou de descascar o fio do microfone depois da interferência da assessora de impresa da Bridgestone, promotora do encontro com a imprensa.
Quando o treino livre na etapa mais veloz do calendário começar hoje, é bem possível que Mika Hakkinen e David Coulthard, a dupla da McLaren, mostrem-se mais velozes que ele. A previsão é do próprio Irvine. ‘‘Como na Áustria, porém, durante a corrida a história é outra.’’ O piloto da Ferrari explica: ‘‘No Canadá, o Coulthard me colocou para fora (ainda retornou à prova e terminou em terceiro), ao passo que na Áustria foi a vez do Hakkinen’’, afirmou, sempre irônico. ‘‘Resta saber qual de nós dois será o próximo.’’ Sua vitória domingo não foi um golpe de sorte. ‘‘Sorte é você quem faz’’, argumenta.
Hakkinen lidera o campeonato, com 44 pontos, Irvine está em segundo, com 42, e Schumacher em terceiro, 32.
A equipe favorita para ganhar a corrida de Hockenheim tem problemas para anunciar sua dupla de pilotos para o Mundial do ano 2000. Hakkinen está pedindo o dobro dos U$ 12 milhões oferecidos por Ron Dennis, sócio da McLaren. O finlandês joga com a proposta de U$ 25 milhões feita pela Ford para tê-lo na Stewart. Hakkinen quer o mesmo. São grandes as possibilidades de a Peugeot deixar a Prost e a Fórmula 1, por incompatibilidade com a administração de Alain Prost. A equipe passaria a correr com o motor Supertec, pago com a multa rescisória do contrato entre a Peugeot e a Prost.

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