Irvine irrita até a McLaren
Da Redação
O irlandês Eddie Irvine anda com o ego inflado desde que passou a ser o primeiro piloto da Ferrari, depois do acidente em que Michael Schumacher fraturou a perna (em 11 de junho). E está falando demais. Ao treinar em Monza, na Itália, Irvine se disse capaz de vencer o atual campeão do mundo, o finlandês Mika Hakkinen. A última do irlandês foi a declaração de que vai deixar a Ferrari se tiver que voltar a ser o segundo piloto, quando Schumacher retornar às pistas. A língua de Irvine anda tão solta que até o dono da equipe rival, Ron Dennis, da McLaren, o aconselhou a calar a boca.
Eddie deveria gastar seu tempo concentrando-se no seu rendimento e tentar conseguir o melhor para a sua equipe, em vez de fazer constantes comentários que são contraproducentes, disse Ron Dennis a uma emissora de TV.
O dono da McLaren acredita que, com Schumacher fora por pelo menos seis semanas, a escuderia inglesa terá mais chances de ganhar o Mundial. Segundo Ron Dennis, o piloto alemão é muito competitivo e sem ele tudo será mais fácil. A McLaren lidera o campeonato de pilotos com Mika Hakkinen, que tem oito pontos de vantagem sobre Irvine e Schumacher, segundos colocados.
F-1 na África - A idéia de levar a Fórmula 1 até a África, já cogitada pelas companhias de cigarro patrocinadoras, por causa das rígidas leis antitabagistas européias, ganhou um apoio de peso. O príncipe nigeriano Malik Ado Ibrahim, que participa do consórcio que comprou 70% da Arrows em janeiro, sonha em levar um Grande Prêmio em breve para seu continente. Por que o próximo Michael Schumacher não pode ser negro?, perguntou o príncipe, lembrando que a África já teve um campeão mundial, o sul-africano branco Jody Scheckter, que corria pela Ferrari.





