Barcelona, 28 (AE) - O primeiro dia de treinos do GP da Espanha foi tão particular que em certos momentos alguns pilotos permaneceram com seus carros parados nos boxes, apenas aguardando as condições da pista se definirem. "Os melhores tempos hoje foram estabelecidos no exato momento em que o vento diminuiu de intensidade", afirmou o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn. E não ele não pretendia justificar o resultado de um adversário, senão o do irlandês Eddie Irvine, da sua equipe, o mais veloz do dia, com 1min23s577.
O favorito para vencer a corrida, Mika Hakkinen, da McLaren, estava preocupado hoje, depois do treino. Ele imaginava repetir o bom desempenho verificado nos testes da semana passada
quando foi o mais rápido. "Nós mexemos em várias partes do carro tentando adaptá-lo à pista, mas quando achávamos que estávamos no caminho certo a pista mudava de novo."
O finlandês ficou com o quarto tempo, 1min23s982. Por enquanto, está dando tudo errado para a McLaren em Barcelona. Até Michael Schumacher obteve um tempo melhor que o de Hakkinen, 1min23s895, terceiro melhor da sessão, em condições semelhantes.
Se o finlandês não escondia seu desapontamento, hoje, Schumacher estava otimista. "Introduzimos algumas alterações no carro depois dos testes da semana passada e minha F399 está reagindo bem melhor", comentou o alemão. "Estou confiante em repetir amanhã, na classificação, o resultado de Mônaco. Schumacher largou em segundo nas ruas do Principado, atrás de Hakkinen, mas na frente de David Coulthard, também da McLaren.
Suas declarações se opõem às de quinta-feira, quando previu que não largaria na primeira fila do GP da Espanha.
Eddie Irvine treinou com pneus moles, enquanto Schumacher usou os médios, os que deverão ser escolhidos pela maioria das equipes para as 65 voltas da corrida, domingo. A escuderia de Maranello sempre faz suas experiências com Irvine. O conhecimento adquirido é repassado para Schumacher. "Não sei ainda qual o nosso potencial por causa do vento", disse o irlandês, assumindo a ajuda das condições do circuito quando estabeleceu seu tempo. "Acho que ser o primeiro hoje não significa muito." O segundo tempo no treino de hoje ficou com Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, piloto de quem se espera muito na prova. Pelo seu momento, da equipe e da nova versão do motor Mugen Honda utilizado. Ao menos hoje Frentzen não decepcionou, como a McLaren e Hakkinen. Ele marcou o segundo tempo, 1min23s790. Frentzen contou que o acerto escolhido para iniciar a sessão livre de ontem foi o definida pela Jordan no último dia de testes da semana passada. "Logo percebemos que ele não funcionava, mas ao longo do treino a pista mudou e terminamos o dia com o mesmo ajuste do começo da sessão."
Como Hakkinen, Rubens Barrichello estava preocupado no fim do treino de hoje. "Cheguei a usar pneus novos mas o carro não se tornou rápido." Como todos os outros ele atribuiu suas dificuldades a maior temperatura do ar e à presença do forte vento. Barrichello ficou com o oitavo tempo, 1min24s347. Pedro Paulo Diniz treinou pouco à tarde em razão de queda de pressão de combustível. "As modificações nas suspensões e na aerodinâmica do modelo C18 da Sauber o tornaram mais veloz", comentou. Seu tempo foi o 12º do dia, 1min24s823.

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