Suzuka, 29 (AE) - O norte-irlandês Eddie Irvine foi o piloto mais regular do Mundial de Fórmula 1 desta temporada. Nas 15 etapas disputadas até agora, ele só não marcou pontos no GP de San Marino, por quebra do motor da sua Ferrari, e no GP da Europa, em Nurburgring, em razão de sucessivos erros da equipe, quando até pneu para asfalto seco acabou confundido com pneu para piso molhado. Já Mika Hakkinen, da McLaren, cometeu alguns erros graves, principalmente por ter sido campeão do mundo ano passado. Ele abandonou as provas de Ímola e de Monza, quando liderava, por equivocar-se sozinho na pista.
Contra Hakkinen pesa a dura acusação de que já deveria ter conquistado o campeonato. Mas por dispor do conjunto mais eficiente da F-1, o modelo MP4/14-Mercedes da escuderia inglesa, e também por causa de desempenhos precisos, como nas suas quatro vitórias no ano, o finlandês se apresenta para a etapa final do Mundial com chances de ser bicampeão.

Irvine assumiu a liderança ao vencer na abertura da temporada, na Austrália. No confronto com Hakkinen, o finlandês o ultrapassou em número de pontos no GP da Espanha, ao ganhar em Barcelona. Com o primeiro lugar na corrida de Hockenheim, na Alemanha, o piloto da Ferrari voltou à primeira colocação, com 52 pontos. Ele a perderia na Bélgica, quando a McLaren fez sua segunda dobradinha do ano. Mas foi a decisiva e polêmica vitória no GP da Malásia, dia 17, que relançou Irvine como forte candidato a dar à Ferrari, amanhã, o título que desde 1979 persegue.

mockup