Irvine dá conselhos a Rubinho Barrichello
Agência Estado
De São Paulo
O vice-líder do campeonato, o norte-irlandês Eddie Irvine, da Ferrari, manifestou ontem sua preocupação com o futuro de Rubens Barrichello na equipe italiana. Se ele não se adaptar rapidamente ao ritmo de Michael Schumacher, ao seu estilo pisoteador, sua carreira pode acabar, diz Irvine na coluna que assina no diário inglês The Express, publicada ontem. Amanhã, Barrichello concede em Monza, onde domingo será disputado o GP da Itália, sua primeira entrevista coletiva como piloto da Ferrari.
Nos quatro anos em que dividiu a escuderia de Maranello com Schumacher, de 1996 até agora, Irvine orgulha-se de ter sido suficientemente forte para não se abater diante da pressão do alemão. Não estou seguro, porém, de que Barrichello será capaz do mesmo. No texto, Irvine faz questão de deixar claro que não foi despedido da Ferrari para a chegada do brasileiro. Eu é que deixei a equipe, destaca. Depois de tantos anos como segundo violinista, a situação tornou-se intolerável para mim.
As declarações recentes de Schumacher, quando afirmou que Irvine era mais rápido que Barrichello no tempo em que os dois dividiram a Jordan, em 1994 e 1995, foram comentadas pelo norte-irlandês: Michael lhe deu tudo, menos boas vindas. Schumacher foi também contestado por Irvine ao afirmar numa entrevista que o seu companheiro de Ferrari o deixou passar em apenas três ocasiões. Michael é muito bom no volante, mas somar não me parece ser o seu forte, comentou Irvine. Na próxima temporada o norte-irlandês correrá pela equipe Jaguar, novo nome da Stewart-Ford, no lugar de Barrichello.
Ontem, numa entrevista publicada no diário italiano Corriere della Sera, Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, elogiou Irvine, mas não sem atingi-lo também: Se hoje ele tem importância no mercado, é graças à Ferrari.





