São Paulo - A seleção brasileira de vôlei chegou ao País com a medalha de ouro do Campeonato Mundial no peito. No entanto, o clima estava longe de ser de festa. Apesar da conquista do tricampeonato, se igualando à geração de ouro da Itália da década de 90, o grupo de Bernardinho terá de conviver com a polêmica derrota para a Bulgária, na segunda fase, tanto que a partida foi o assunto principal no desembarque no Brasil.
Só que falar do assunto incomoda os campeões. O capitão Giba que o diga. ''Não sei por que está todo mundo falando em derrota se somos campeões'', questionou o mais experiente do grupo, formado com jogadores antigos e os da nova geração.
Na ocasião, o Brasil improvisou o oposto Théo como levantador e perdeu por 3 a 0 para a Bulgária, que também parecia querer a derrota, já que entrou sem o levantador nem o líbero titulares. A estratégia usada no confronto, conhecido como ''jogo da vergonha'', deu certo: o Brasil pegou adversários mais fáceis na etapa seguinte. Os campeões não demonstram arrependimento. ''Não gosto de perder. O regulamento levou a gente a fazer isso. A gente fez o que era certo fazer pra gente'', explicou Giba.
A palavra ''entregar o jogo'', no entanto, é rechaçada pela equipe. O argumento utilizado por todos foi ''poupar jogadores''. Até mesmo Mário Júnior, que havia admitido a artimanha, teve de voltar atrás. ''Foi uma colocação infeliz minha''.
A Federação Internacional de Vôlei voltou a ser criticada por conta do regulamento favorável aos donos da casa. ''Quem fez marmelada foi a Federação para a Itália ir à final'', reclamou Murilo.

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