Irmãos têm carreira promissora no tênis
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Tudo começou como uma brincadeira para os irmãos Namiê e Herick Isago. Filhos de pais apaixonados pelo tênis, a duplinha de Joinville (SC) deu as primeiras raquetadas ainda antes de completar os primeiros cinco anos de idade. Hoje, pouco tempo depois e apenas alguns centímetros a mais na altura, eles já começam a colher os primeiros frutos.
Herick, que completa 12 anos em fevereiro, chegou à 5ª etapa do Circuito Sul-Brasileiro, que está sendo disputada nas quadras do Londrina Country Club, em Londrina, com moral. O garotinho foi a todas as quatro finais anteriores de simples e ontem à tarde manteve 100% nas duplas ao conquistar seu quinto título consecutivo, na categoria 12 anos. "Ganhei as cinco etapas com cinco parceiros diferentes. Estou muito feliz", conta o menino, que entra em quadra hoje de manhã para tentar repetir o feito também no individual.
Um ano mais nova, a irmã Namiê também tem honrado o sobrenome. Depois do vice na etapa de Criciúma (SC), a quarta do circuito, ela levantou ontem o troféu de campeã da etapa londrinense na categoria 12 anos, uma acima da sua. "Dessa vez, eu consegui jogar bem e ganhei", comemorou a pequena tenista, que não se intimida diante das adversárias, geralmente maiores que ela.
A mãe, Roseli, conta que a paixão dos filhos pelas raquetes começou na academia de tênis, da qual ela e o marido, Hélio, são proprietários em Joinville. "Eles praticamente nasceram numa quadra de tênis. Começaram brincando, hoje estão firmes e eles gostam bastante", comenta. "Ela (Namiê) sabe tudo, até o tênis, a camiseta que os tenistas usam nos torneios ela sempre lembra, é incrível", conta a mãe.
E neste sonho dos filhos, de seguirem carreira como tenistas profissionais, os pais têm tido papel fundamental. Roseli e Hélio acompanham Namiê e Herick em praticamente todas as viagens e não abrem mão de ver de perto o desenvolvimento deles. "Eles gostam, tanto que nem sentem falta de casa", brinca a mãe. "Vale a pena investir no sonho deles, a gente está sempre junto, um apoiando o outro", reforça o pai.
Até mesmo as tradicionais brigas de irmãos são trocadas pela torcida à beira da quadra. "A gente briga pouco, sempre que posso, quando não estou jogando eu assisto e torço por ele", jura a irmã mais nova.


