‘‘Muitas pessoas dizem que o povo brasileiro não tem memória. Não concordo. Talvez todos nós não tenhamos memória para coisas que não valem a pena.’’ Com essa frase, Viviane Senna, irmã do tricampeão mundial de F-1 Ayrton Senna, morto há sete anos em um acidente em Ímola, na Itália, definiu a proposta da exposição ‘‘Trajetória Ayrton Senna – Meu sonho não tem fim’’, inaugurada ontem parque Ibirapuera, em São Paulo, e que prossegue até o dia 31.
‘‘O Ayrton sempre representou o lado humilde do país e recebeu o que o Brasil tem de melhor, o carinho do povo brasileiro. É um evento para matar a saudade’’, declarou Viviane, presidente do Instituto Ayrton Senna, entidade sem fins lucrativos que, no ano passado, atendeu a cerca de 290 mil crianças e jovens.
Campeão várias vezes no kart paulista na década de 70, Senna foi para a Inglaterra em 1981. Lá, foi campeão de F-Ford e F-3. Em 1984, estreou na F-1 pela equipe Toleman. No ano seguinte, pela Lotus, obteve as primeiras vitórias.
O primeiro título foi obtido em 1988, temporada de estréia na McLaren. Pela equipe inglesa, Senna voltou a ser campeão mundial em 1990 e 1991.
Em 1994, mudou para a Williams. No início do GP de San Marino, em Ímola, sofreu o acidente fatal na curva Tamburello.

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