Irlandês é condenado a devolver medalha de ouro
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domingo, 27 de março de 2005
Folhapress 
São Paulo - Oito meses após deixar a Olimpíada de Atenas com a medalha de prata pendurada no peito, o brasileiro Rodrigo Pessoa pode mudar a cor do prêmio que representou sua redenção no esporte. Ontem, a Federação Equestre Internacional não aceitou os argumentos que Cian O'Connor apresentou para tentar justificar o teste positivo de doping de seu cavalo, Waterford Crystal.
Após 11 horas de audiência em Zurique, na Suíça, os dirigentes decidiram anular o resultado do irlandês nos Jogos ele foi o único a superar Pessoa na competição. Mais: o ginete está suspenso por três meses das competições oficiais.
O caso ainda não está totalmente concluído. O'Connor tem 30 dias para recorrer da decisão na Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância máxima para casos de doping.
De qualquer forma, o cenário é favorável ao brasileiro, já que o CAS dificilmente contesta decisão das federações internacionais. Pessoa já informou que o ouro não terá ''valor sentimental'', e que seu objetivo é lutar pelo primeiro lugar novamente em Pequim-2008.
O'Connor teve pouco tempo para comemorar sua conquista. Após 40 dias a prova de saltos, a federação internacional anunciou que quatro cavalos haviam sido flagrados em testes de doping. Antes de a entidade revelar nomes, a Irlanda lançou sua mea culpa. Em comunicado oficial, informou que Crystal estava entre os detectados. Seu exame apontara a presença de dois sedativos proibidos: flufenazina e zuclopentixol.
Com mais um ouro, o Brasil subiria de 18º para 16º na classificação final de Atenas-2004.


