Iraty ameaça ir à Justiça para garantir vaga na A1
Claudemir Scalone
De Londrina
O Iraty promete entrar com ação na justiça nos próximos dias reivindicando sua participação no Campeonato Paranaense da Série A-1 (primeira divisão). O clube, que foi rebaixado da primeira divisão em 1999, não se conformou com a atitude do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, que convidou o Grêmio Maringá para a vaga do desistente Apucarana. O time de Maringá, fundado em 31 de julho de 1998, foi o campeão da Copa Paraná no final do ano passado mas não participou de qualquer divisão de acesso estadual. O Matsubara, outro rebaixado em 1999, não condena a entrada do Grêmio na competição, mas sugere uma composição que também o beneficie.
O Apucarana se licenciou do Estadual alegando problemas financeiros. O clube do Vale do Ivaí acumula uma dívida de R$ 650 mil e não teria ajuda da prefeitura para disputar o Paranaense. Na última segunda-feira, Onaireves Moura confirmou a entrada do Grêmio na primeira divisão, poder delegado a ele pelos próprios clubes da primeira divisão em arbitral realizado em dezembro.
Isso (o convite ao Grêmio) é um absurdo. O Iraty pleiteava uma vaga desde o começo. O Jesus Vicentini (supervisor do Grêmio) é ligado ao Apucarana, daí fizeram essa trama para beneficiar o time de Maringá. E todo mundo sabe também que o Onaireves faz parte do Grêmio, acusa Sérgio Malucelli, presidente do Iraty. É uma vergonha para o futebol do Paraná. As regras deveriam ser obedecidas. Ainda esta semana, o departamento jurídico deve entrar com alguma ação na justiça, completa o dirigente. Se o Maringá pode entrar nós também podemos, afirma ele.
O presidente do Matsubara, Norio Matsubara, reconhece o potencial do Grêmio e da cidade de Maringá a terceira maior do Estado , mas gostaria que o aspecto técnico prevalecesse na decisão da FPF. Não sou contra a presença do Maringá ou de outro clube das grandes cidades do interior. Mas acho que o critério técnico também é importante. Não pode haver este tipo de desmoralização, defende Norio. Ele não pretende ir à justiça para pleitear uma vaga na Série A-1. A saída não é por aí. O melhor é fazer um grande acordo para o campeonato, incluindo Iraty, Matsubara e Maringá, sugere ele.
O diretor-administrativo do Grêmio Maringá, Sérgio Maximilla, considerou infundada a acusação feita por Sérgio Malucelli. O Onaireves não tem nenhuma participação no Grêmio. Essa informação é leviana. Quero ver ele provar, rebate Maximilla. Segundo ele, o presidente da Federação ajudou no início indicando empresários para a elaboração de um projeto de clube-empresa. Entretanto, o projeto não foi adiante e, hoje, o Grêmio é administrado atualmente apenas por maringaenses.
O presidente da FPF, Onaireves Moura, nega que tenha qualquer vínculo com o Grêmio. Minha missão sempre foi ajudar os clubes, todos os clubes. Tenho ajudado o Grêmio, assim como já ajudei o Londrina, diz ele. Tudo isso é conversa que não vai dar em nada, completou Moura. Para o cartola da FPF, o Grêmio foi escolhido devido a performance técnica e financeira na Copa Paraná e à participação na Copa Sul-Minas. Ele também não vê possibilidades de mudança no Campeonato Paranaense. Não vejo nada que possa mudar a fórmula de disputa da competição, afirma.
O Prudentópolis, terceiro colocado na Série A-2 em 1999 e que teoricamente teria direito em reivindicar o lugar do Apucarana, nem cogitou em brigar pela vaga. Não temos time nem estrutura para disputar a primeira divisão, reconhece Nelson Boreico, presidente do clube.





