Invicto, Bahia enfrenta Joinville pela Série B
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Brás Henrique 
Ribeirão Preto, 22 (AE-AP) - O invicto Bahia, dirigido por Joel Santana, volta a jogar amanhã pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogo será contra o catarinense Joinville, às 20h30, na Fonte Nova. O clube baiano tem 21 pontos
mas duas partidas a menos que o líder São Caetano, com 27, que folga neste meio de semana. Apesar disso, a equipe paulista também leva vantagem no número de vitórias - oito contra cinco do time de Salvador. Os dois últimos resultados não agradam a torcida do clube nordestino: empates de 3 a 3 contra o Avaí e em 0 a 0 diante da lanterna Desportiva, ambos fora de casa.
Além da invencibilidade, quase perdida para o Avaí, que vencia até os 43 minutos do segundo tempo, o Bahia é um dos favoritos ao acesso. No ano passado, o time decepcionou a torcida na mesma Série B e quase seguiu o caminho do Fluminense. Ou seja, escapou por pouco da humilhação de disputar a Série C. Também não passou à fase seguinte e deixou o caminho livre para equipes teoricamente mais frágeis, como Gama e Botafogo de Ribeirão Preto, chegarem à elite nacional.
Com um time mais equilibrado e acostumado às decisões, sem contar o apoio constante da fanática torcida, o Bahia ainda poderá crescer. O atacante Uéslei, que despontou no clube e teve passagens apagadas por Cruzeiro, São Paulo e Flamengo, está voltando aos seus melhores dias. É o artilheiro da competição, com 10 gols. Só ele marcou metade dos gols da equipe baiana. Bebeto Campos, Jéfferson e Lima são outros jogadores conhecidos, além do lateral-direito Clébson, que teve problemas com doping neste ano. Clébson livrou-se da punição e marcou dois gols na Série B.
O Joinville não foi campeão brasileiro, como o Bahia, em 1988, e perdeu o domínio no futebol catarinense nesta década. Entre os anos 70 e 80, a equipe não dava chances aos adversários da capital, Florianópolis: Figueirense e Avaí. O Criciúma assumiu a condição de destaque estadual e, em 1991, conquistou a Copa do Brasil, na época sob o comando de Luiz Felipe Scolari, atualmente no Palmeiras. Apesar do declínio, o Joinville ainda sonha em voltar à elite, onde esteve nos tempos em que era campeão regional. Com 16 pontos e uma campanha irregular (seis derrotas em 12 jogos), o time tenta chegar a uma das oito vagas da fase quartas-de-final. No ano passado, só não ficou entre os quatro finalistas porque perdeu o último jogo, em casa, para o Londrina.


