Investimentos incentivariam a renovação
Mas qual será o futsal de Londrina? Ninguém tem a resposta certa mas todos os envolvidos na modalidade em Londrina arriscam uma projeção.
''Se não tivermos de volta o interesse dos clubes e o incentivo para que eles possam investir novamente no futsal, não teremos mais grandes resultados para a cidade'', afirma Marcantônio. ''Não temos mais os jogadores de antes, que jogavam só pelo prazer. Hoje temos que ter investimento.''
O técnico Guto Reeberg concorda. Segundo ele, o investimento em clubes pode dar nova vida à rivalidade e, consequentemente, aumentar o nível dos jogadores de base. ''Assim estaríamos fortalecendo o atleta daqui dando chance para ele jogar. Só desta forma teríamos a renovação.''
Mesmo com recursos para manter a equipe de Londrina, o desmanche também preocupa. O ala Marcelinho, destaque da AABB nas últimas competições, tranferiu-se para a seleção do Maranhão. Além disso, outros jogadores revelados aqui estão deixando o Brasil.
Um dos jogadores que evidenciam esse êxodo é David Bresolin, 27 anos. O atleta jogou nas categorias de base da AABB e chegou às seleções de Londrina e do Paraná em 95, 96 e 97. Agora, o jogador, que atua no Londrina/AABB, estuda a possibilidade de deixar a equipe também.
''Um atleta hoje da Liga Futsal ganha em média R$ 5 mil e do Campeonato Paranaense recebe em torno de R$ 2 mil. Dá pra viver só do futsal mas as propostas de jogar no exterior são melhores'', explica David.
A exemplo do londrinense Márcio Forte, que obteve a dupla cidadania para atuar na Lazio, da Itália, David aponta que a tendência dos jogadores londrinenses é essa. ''Aqui é excelente para jogar, o londrinense adora esporte e a cidade comporta uma equipe de ponta para o futsal. Mas a tendência é o atleta ir para onde (os clubes) pagam mais'', completa. (C.Y.)





