São Paulo - O investimento para a formação de um tenista profissional é alto. Famílias chegam a gastar R$ 5 mil por mês, com técnicos, viagens, equipamentos. O retorno é dos mais incertos. Afinal, só mesmo os líderes do ranking chegam a faturar alto e a grande maioria dos juvenis desiste no meio do caminho, tamanho o número de dificuldades e obstáculos.
A saída para diminuir as despesas está no patrocínio. Só que nem todos conseguem. Este é o caso de Renzo Barioni, juvenil de 17 anos e que dá os primeiros passos no profissionalismo. Semana retrasada, jogando em Campo Grande, no Pantanal Open, competição da série Future com US$ 10 mil de premiação contou que seus pais são responsáveis por todas as despesas. ''Minha família tem de bancar tudo e chega a gastar uns R$ 5 mil por mês'', conta o tenista.
Como estava programado para jogar em Americana, Santos e Campinas, depois de sua participação no Pantanal, Renzo Barioni ficaria quase um mês inteiro afastado das aulas. Estuda no Colégio Montessori, no Jabaquara, e para contornar a situação, faz trabalhos especiais para recuperar os estudos.
Batalha Outros juvenis sem os mesmos recursos financeiros precisam contar com apoio de interessados e patrocinadores. Este é o caso de José Pereira da Silva, garoto de apenas 13 anos e de uma família de 'tenistas', como a irmã Teliana e o irmão Renato. Todos começaram da mesma maneira. O pai deixou Pernambuco e arrumou emprego em uma academia de tênis. Logo, as crianças mostraram talento com a raquete. A visão do dono da academia, o francês Didier Rayon foi importante para dar oportunidade aos três, ganhando de frequentadores equipamentos, roupas e até uma ajuda de custo. Hoje todos contam com patrocínio e José Pereira vai integrar o Instituto de Tênis, em Florianópolis, passando a ter sua carreira gerada pela instituição. (A.E.)

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