Para chegarem até o nível atual de competição, a dupla formada por Otávio Enz, o Marreco, e Allan Enz, investiu tempo e dinheiro em conhecimento e melhora no Troller e na Pajero que usam para competir. Afinal, cada detalhe, por menor que seja, pode decidir uma prova.
''Vamos investindo, melhorando. Cada décimo de segundo vale um ponto. São 120 pcs (posto de controle) e de 1 em 1, são 120 pontos que se perde no final. Por isso, tem que buscar o que tem de melhor sempre'', afirmou Marreco.
Mas a dupla penou até descobrir onde precisava avançar. ''No começo, se um cara fazia mil pontos e nós 5 mil, a gente olhava até o sapato que ele estava usando para ver se tinha alguma diferença'', contou Allan. ''Aprendemos andando mesmo. E quando o piloto e o navegador ficam bons, aí é hora de melhorar o carro. Quando vem o resultado, é muito gostoso'', complementou Marreco.
O segredo, segundo a dupla, para se dar bem em um rali de regularidade é não perder o foco. De acordo com eles, a concentração é o principal. Um desvio de atenção qualquer pode custar pontos preciosos na soma final.
E para fechar as dicas, Marreco deixa os quatro mandamentos do rali de regularidade. ''São quatro: piloto bom, navegador bom, carro bom e sorte''.
Mesmo com os conselhos do pai, a iniciante Ellen não entrou na etapa de Águas de São Pedro (SP) do rali Mitsubishi com a devida concentração. A bela estudante de medicina veterinária, de 18 anos, deixou o costumeiro posto de navegadora para se aventurar no volante. Ao final da prova na categoria Turismo Light, reclamou para o irmão que sua L200 saiu demais de traseira durante o percurso. Só aí que viu o detalhe que pode ter lhe tirado bons pontos. ''Esqueci de colocar o 4 x 4'', contou Ellen. Acontece nas melhores famílias, até na Enz. (T.M.)

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