Rio de Janeiro - A eleição ocorrida em novembro do ano passado no Vasco da Gama pode ser anulada. Nesta quinta-feira (20), a Delegacia de Defraudações da Polícia Civil finalizou o inquérito sobre a votação e concluiu que houve irregularidade no pleito. "As investigações concluíram que houve irregularidades na captação de sócios e na inserção deles na urna 7, beneficiando a chapa denominada 'Reconstruindo o Vasco', liderada pelo então presidente Eurico Miranda", disse a Polícia Civil, em nota.

"Um funcionário responsável pela inserção de sócios na base de dados do clube foi indiciado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. O relatório foi entregue à Promotoria do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, responsável por dar seguimento ao caso", acrescentou no comunicado.

O documento sobre a conclusão da Polícia Civil agora se tornou parte anexada do processo que solicita a anulação da eleição no Vasco. O pedido tem como autor o advogado Alan Belaciano, ligado a Julio Brant, candidato derrotado pelo atual presidente vascaíno, Alexandre Campello, na segunda fase da eleição.

Diante do avanço nas investigações, o Vasco também se manifestou por intermédio de uma nota oficial em que se coloca à disposição para seguir colaborando com as investigações. "A atual administração do clube vê com normalidade os avanços da investigação citada, defende de forma intransigente a ética e a transparência e apoia o trabalho dos órgãos policiais e da Justiça", diz a manifestação vascaína.

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