Investigação de acidente da Chape é questionada
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Daniel Fasolin<br>Folhapress 
Chapecó - O governo da Bolívia está sendo acusado formalmente por duas deputadas bolivianas de tentar acobertar e atrasar as investigações sobre o acidente com o avião da empresa LaMia, que causou a morte de 71 pessoas, incluindo jogadores, comissão técnica e funcionários da Chapecoense, além de jornalistas e dirigentes esportivos, em novembro do ano passado.
As deputadas Érika Justiniano e Nórma Piérola acusam o procurador-geral da Bolívia, Ramiro Guerrero, de tentar "encobrir" as responsabilidades do governo boliviano no caso. A empresa LaMia é boliviana e, por isso, o país está também investigando o caso, além da Colômbia, local da tragédia.
"Somos conscientes que na Bolívia não existe mais a mínima possibilidade que o caso se esclareça e que os responsáveis, por isso, respondam na Justiça. Podemos afirmar que o Ministério Publico da Bolívia tem uma atitude de 'encobrimento' do caso", disse Érika, que é filiada ao Partido Democrata Cristão (PDC), mesmo partido de Nórma Piérola. As duas fazem oposição ao governo Evo Morales.
A deputada argumentou que o governo da Bolívia também está "punindo inocentes", que neste caso seria a funcionária Célia Castedo, funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea. A acusação contra ela é relacionada a autorização do plano de voo daquela viagem. Ela está refugiada no Brasil.


