São Paulo - O Comitê de Organização da Copa do Mundo de 2014 já sabe quanto o Brasil terá de investir na construção e modernização dos estádios. Projeções indicam gastos de cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 2 bilhões). De onde vem o dinheiro? Avaliam os dirigentes que investidores privados, a maioria de fora do País, estão prontos para entrar na construção de novas arenas e reestruturação de estádios.
E os consórcios já montam seus escritórios no Rio e São Paulo atraídos pelo negócio de 2014. Dos Estados Unidos vieram a TBG e IMG. De Portugal, a Luso-Arenas. Da Holanda, o grupo que construiu a arena do Ajax. E da Inglaterra, o consórcio que ergueu o monumental e sofisticado estádio de Wembley.
Empresas brasileiras também querem uma importante fatia desse bolo. Saíram na frente a WTorre, de São Paulo, e Grupo OAS (Odebrechet). De acordo com informações do Comitê Organizador 2014, novas parcerias se formam para investir na construção de arenas. A projeção é que até o final do ano, contratos entre os consórcios e clubes e ou governos estaduais estejam assinados. E o início das obras a partir dos primeiros meses de 2009.
''O que posso dizer é que o interesse demonstrado pelo setor privado é enorme. O jogo começa no ano que vem'', diz Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, e um principais executivos do Comitê Organizador da Copa 2014. Em fevereiro, o Comitê elege as 12 cidades e estádios sedes do Mundial.
De olho nesses investidores e na oportunidade de mudar o futuro de suas praças esportivas, dirigentes dos principais clubes do Brasil armaram maquetes espetaculares. Um show virtual inundando sites na internet projetando um futebol dos sonhos no País.
Em São Paulo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Ponte Preta têm sonhos ambiciosos. Se depender de maquetes, o projeto do Palmeiras é o mais avançado. Na semana passada, o clube aprovou o contrato com a construtora WTorre, que promete entregar a Arena Palestra Itália em 2010 ao custo estimado de R$ 280 milhões. A WTorre fala ainda em investir mais quatro estádios para a Copa do Mundo de 2014. ''Queremos os jogos da seleção italiana no nosso estádio'', alardeia, Afonso Della Monica, presidente do Palmeiras.
Quem está de olho na abertura da Copa é o São Paulo. O problema aí é político. O Morumbi teria de passar por uma grande reestruturação e, no seu entorno, o governo estadual tem de investir pesado em obras de infra-estrutura. Uma equação que não depende apenas do São Paulo.
Ricardo Teixeira aprova o Morumbi como palco da abertura da Copa, mas ao mesmo tempo dá sinais de que será muito difícil o estádio receber a partida. Aí entra seu amigo Aécio Neves, governador de Minas Gerais, que já tem um grande projeto para o Mineirão, que seria reestruturado pelo consórcio que ergueu o novo estádio de Wembley, em Londres. Esse mesmo consórcio cuidaria da modernização do Maracanã, palco da final do Mundial.
As maquetes dos novos Mineirão e Maracanã estão prontas. Outras maquetes maravilhosas foram feitas pelo grupo TBZ/OAS (Odebrechet) para novas arenas da Ponte Preta e Grêmio. A da Ponte custaria R$ 112 milhões e a do Grêmio sairia por R$ 294 milhões. Os estádios virtuais espocam na internet. Resta saber quantos deles se tornarão reais.

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