Invencível debaixo das traves
Maiores clubes da carreira do ex-goleiro, Guarani e Londrina lamentaram a morte. "Com os mais sinceros votos de pesar à família do grande Neneca, o Guarani se despede do homem e eterniza mais um ídolo em sua história", diz a nota divulgada pelo clube campineiro. "O Londrina Esporte Clube está em luto e se solidariza com os familiares e amigos, pedindo a Deus que conforte a todos. Neneca sempre demonstrou honra e carinho vestindo a camisa alviceleste, sendo um dos maiores goleiros da história do clube", enalteceu o LEC em seu site oficial.
Neneca começou a jogar futebol em 1968, nas categorias de base do Paraná Esporte Clube, que depois fundiu-se com o Londrina. Saiu de sua cidade natal para defender o América (MG) e, em 1974, chegou ao Náutico-PE. Dois anos depois foi para o Guarani-SP, onde alcançou o maior título da carreira: campeão brasileiro em 1978, no time que tinha Careca e Zenon. De lá, partiu para o Operário-MT e voltou ao Londrina em 1981 para ser campeão paranaense.
Antes de encerrar a carreira, em 1986, em sua terceira passagem pelo LEC, Neneca ainda defendeu Fluminense-BA, Bragantino-SP e Votuporanguense-SP. Após pendurar as luvas, ele ainda atuou pela seleção brasileira máster e trabalhou como preparador de goleiros na base do Guarani e no profissional do LEC.
A trajetória do ex-arqueiro é lembrada ainda por uma marca expressiva. Ele é o dono da segunda maior invencibilidade debaixo das traves do futebol mundial. Com a camisa do Náutico, em 1974, Neneca ficou 1.636 minutos 18 jogos sem sofrer gols. Ele perde apenas para Mazaropi, do Vasco da Gama, que ficou 1.816 minutos sem ser vazado entre 1977 e 1978. (R.S.)





