Invasão expõe falha grave de segurança
Weggis - A histeria pela seleção brasileira em Weggis, na Suíça, proporcionou cenas ontem que expuseram falhas graves no esquema de segurança da equipe, que foi cuidadosamente planejado desde o desembarque no aeroporto de Zurique. Pelo menos cinco torcedores invadiram o gramado do Thermoplan Arena, local de treinos do Brasil, no final da movimentação dos jogadores.
Acuada diante da situação inesperada, a CBF chegou a ver um ''lado positivo'' nos incidentes. ''Vamos dar o peso que o fato merece. Não deveria ter acontecido, mas não nos afetou em nada. Serviu até para descontrair o ambiente e deu notícia para vocês (imprensa)'', disse o supervisor Américo Faria, responsável por toda a logística da seleção.
''Agora os jogadores estão lá no vestiário fazendo um pagodinho. Descontraiu mesmo'', continuou, após ser informado pelo assessor de imprensa da CBF de que os atletas pela primeira faziam uma roda de pagode em Weggis.
Antes mesmo do início dos treinos em Weggis, o técnico Carlos Alberto Parreira chegou a dizer que poderia barrar a presença dos fãs caso isso interferisse no trabalho. Mas o treinador preferiu não criar polêmica. ''Isso não afeta em nada, não atrapalha em nada.''
Faria teve discurso parecido e culpou os policiais. ''O treino já havia inclusive acabado, os jogadores estavam fazendo alongamento. Havia policiais, mas o problema é que eles não tiveram destreza suficiente. Weggis é uma cidade pequena, eles não estão acostumados com isso. Mas tenho certeza de que vão tomar providências para que isso não volte a acontecer'', disse.
O presidente da Thermoplan, Domenic Steiner, pareceu estar mais preocupado. ''Isso me deixa muito triste, porque sei que o Parreira trabalha sério e não vai gostar disso'', disse. (Folhapress)





