Invasão equatoriana
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
Roger Pereira<br> Reportagem Local 
Curitiba - "Vamos equatorianos, manãna, tenemos que ganar". Esse foi o som que embalou a Fifa Fan Fest desta quinta-feira em Curitiba, durante os dois jogos da tarde. Com centenas de equatorianos que já estão na cidade para a partida desta sexta-feira contra Honduras, às 19 horas, na Arena da Baixada, a festa foi amarela na Pedreira Paulo Leminski, e não eram nem os brasileiros, nem os vários colombianos que lá estavam para assistir à vitória de sua seleção sobre a Costa do Marfim. Brasileiros, colombianos, uruguaios e ingleses, e pessoas de várias outras nacionalidades que lá estavam entraram na festa dos equatorianos e cantaram junto com os visitantes.
Depois de um primeiro jogo entre Nigéria e Irã, que não atraiu tantos torcedores estrangeiros, por conta da distância dos países e de sua pouca tradição no futebol, o clima de Copa do Mundo ficou completo ontem em Curitiba, com mais de 5 mil equatorianos circulando pela cidade. As camisas amarelas eram vistas nos parques, museus, shoppings.
E muitos deles foram à Fan Fest, como Vicente Muentes, de Guayaquil, um dos mais animados no meio da multidão. "A derrota para a Suíça, no último minuto, nos desanimou um pouco, mas já passou. Vamos fazer uma grande festa amanhã (hoje) e apoiar nossa seleção para ganhar de Honduras e, depois, por que não, da França", disse. Muentes, que assistirá aos três jogos de sua seleção, disse que gastou US$ 12 mil em um pacote para a Copa do Mundo. "Estou encantado com a Copa e com o Brasil. Está tudo maravilhoso. Fomos ao Rio de Janeiro, que lugar incrível. Curitiba também é bonita, mas é muito frio", completou.
Juan Carlos Bañon e sua esposa Maria gastaram bem menos que o conterrâneo, pois ganharam o pacote em um sorteio. "Estamos muito bem no Brasil. É um país muito alegre, muito charmoso, gostamos muito", disse Juan Carlos. "O povo se parece muito com o nosso. As cidades são muito bonitas, muito turísticas. Curitiba é belíssima, pena que está tão frio", emendou Maria. O casal perde a empolgação ao comentar a situação de sua seleção. "Lamentavelmente perdemos para a Suíça. Agora, temos que ganhar amanhã de Honduras, mas depois tem a França, ficou muito difícil", disse Juan Carlos.
Apesar do domínio equatoriano, também havia espaço para hondurenhos na Fan Fest e um pequeno grupo vindo da América Central entrou na festa dos adversários desta sexta e brincou junto. "Estamos em 500 hondurenhos na cidade. Compramos um pacote de 17 dias, passando por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, passando pelos três jogos da nossa seleção e outros jogos da Copa. Gastamos US$ 12 mil", conta Omar Lopez, da cidade de San Pedro Sula, que tem mais Copas no currículo que sua própria seleção. "Fui para os Estados Unidos em 1994, para a França em 1998 e para a Alemanha em 2006. Quando Honduras não está na Copa, ou depois que é eliminada, torcemos para o Brasil", garantiu.
EM CURITIBA
HONDURAS
Valladares; Beckeles, Bernárdez, Figueroa e Izaguirre; Najar, Claros, Garrido e Espinoza; Bengston e Costly. Técnico: Luis Suárez
EQUADOR
Domínguez; Paredes, Erazo, Guagua e Ayoví; Valencia, Gruezo, Noboa e Montero; Caicedo e Enner Valencia. Técnico: Reinaldo Rueda
ÁRBITRO: Benjamin Willians (Austrália)
ESTÁDIO: Arena da Baixada
HORÁRIO: 19 horas


