Nenhuma das pessoas intimadas para falar na Comissão de Inquérito da Federação Paranaense de Futebol, que apura as denúncias de suborno feitas pelo goleiro do Iraty, Roberto França, contra diretores do Coritiba, apareceu ontem na sede da FPF em Curitiba. Eram esperados ontem os depoimentos do técnico do Iraty, Ernesto Paulo, do diretor de futebol do Iraty, Wilson Morishita e do jogador Caio Junior.
A Comissão deve se reunir hoje para decidir quais os rumos que devem ser tomados daqui para diante. Para os faltosos de ontem, a Comissão pode até pedir a suspensão de um ano das atividades futebolísticas. Na reunião de hoje vai ficar decidido se os depoimentos serão tomados novamente ou se a Comissão vai entregar o relatório final sem ouvi-los.
Ontem o advogado do Coritiba, Guido José Dobeli, fez o requerimento da cópia original da fita para ser periciada. Segundo ele, em Curitiba existe um aparelho mais sofisticado que o usado pelo Instituto de Criminalística do Paraná. ‘‘Queremos saber ao certo quem insistia para que o nome do Coritiba e do seu presidente estivesse nas conversas’’, informou.
Para o presidente da Comissão de Inquérito, Altair Ferreira, no mínimo três pessoas podem ser indiciadas. O ex auxiliar-técnico do Coritiba, Waldonedo Xavier e o diretor afastado do Coritiba, João Carlos Vialle, que são réus confessos e o goleiro Roberto. Podem ser indiciados também o presidente do Iraty, Sergio Malucelli e o time do Coritiba.
Segundo ele o depoimento do técnico do Iraty é muito importante. ‘‘Precisamos saber se ele realmente recebeu ordens para mudar a escalação do goleiro, uma vez que o Ricardo Pinto declarou que já sabia que iria atuar na partida de domingo, quatro dias antes dela acontecer’’, disse. ‘‘Se isso realmente aconteceu há uma grande contradição nos depoimentos, principalmente na declaração do presidente do Iraty, Sergio Malucelli.

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