Interlagos prevê maior GP da história
CASA CHEIA Interlagos prevê maior GP da história Presença de Rubinho na Ferrari e o bom resultado dele na Austrália devem proporcionar lotação máxima do autódromo paulista Agência Estado De São Paulo O promotor e organizador Tamas Rohonyi não tem a menor dúvida: a corrida em Interlagos, dia 26, terá o maior público da história do GP do Brasil de Fórmula 1. Deveremos ter a capacidade máxima do autódromo, agora ampliada. O espetáculo continua sendo montado. Ontem chegou o primeiro dos seis aviões Jumbo, em Viracopos, transportando parte das 600 toneladas de equipamentos que serão utilizados no evento. Rubens Barrichello, uma das atrações da segunda etapa do Mundial, passou a maior parte do dia atendendo compromissos com seu patrocinador, a NET. Quando Ayrton Senna estreou na equipe Williams, definida por ele como o time do outro planeta, em 1994, as arquibancadas de Interlagos não acomodavam mais de 45 mil lugares. Todos os ingressos foram vendidos naquela edição da prova. Voltando um pouco mais no tempo, até a época em que Émerson Fittipaldi disputava o título com a Lotus negra, em 1973, ano do primeiro GP do Brasil válido pelo campeonato, não havia mais de 25 mil pessoas no circuito. A disponibilidade de lugares hoje, com mais lances de arquibancadas montadas exclusivamente para a competição, elevou a capacidade do autódromo para 70 mil pessoas, diz Tamas. Por uma questão de segurança e tentar melhor servir a torcida, apenas 62 mil ingressos serão comercializados. Esses números mostram o quanto essa prova já é maior que todas as anteriores, diz Tamas. A presença de Rubinho na Ferrari, e a sua excelente estréia na Austrália (foi segundo colocado), estão contribuindo para que o interesse pelo GP do Brasil tenha público recorde. Estou apostando que será o maior GP do Brasil e Rubens Barrichello irá vencê-lo. O promotor garante que ninguém poderá reclamar das condições da pista. O trabalho de recapeamento foi espetacular. Ontem mais de 300 funcionários finalizavam as reformas de Interlagos. Ontem chegou o primeiro avião trazendo equipamentos para a corrida de domingo. Na madrugada de hoje chegaria a segunda aeronave. Amanhã está previsto o pouso de mais dois Jumbos. Sábado, o prefeito Celso Pitta entrega oficialmente o autódromo, com as obras concluídas, para a disputa da corrida, dias 24, 25 e 26. Rubinho deverá visitar Interlagos nos próximos dias. Ontem o piloto da Ferrari seguiu a orientação da equipe, atendendo apenas compromissos comerciais previamente estabelecidos. Terça-feira Rubinho dará entrevista coletiva em São Paulo, promovida pela Bridgestone. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ainda está na Europa. Chega apenas amanhã em São Paulo e passa o fim de semana no interior. Já Ricardo Zonta, da BAR, descansa em Curitiba, sua cidade. Ele estará em São Paulo apenas na terça-feira. A equipe McLaren já compreendeu que não será nada fácil conquistar o terceiro título mundial seguido. Mika Hakkinen, seu piloto, foi campeão em 1998 e 1999. O motivo é a velocidade e a surpreendente resistência do modelo F1-2000 da Ferrari, evidenciadas em Melbourne, com a dobradina da escuderia. Ron Dennis, sócio da McLaren, já procurou desestabilizar a relação entre Michael Schumacher e Rubens Barrichello, até agora normal, ao afirmar que a direção italiana forçou um segundo pit stop do brasileiro no GP da Austrália, a fim de garantir a vitória de Schumacher. A McLaren trabalhou ontem em Silverstone, na Inglaterra, junto da Jordan, Prost, Williams e Jaguar. Olivier Panis, piloto de testes do time inglês, foi o mais rápido, com 1min24s838, seguido por Jarno Trulli, da Prost, 1min25s411. Os outros tempos: Jean Alesi (Prost), 1min26s673; Jenson Button (Williams), 1min27s197; e Luciano Burti (Jaguar), 1min27s818.





