Agência Estado
De São Paulo
A 29ª edição do GP do Brasil de Fórmula 1 foi uma das mais tumultuadas da sua história. Aconteceu de tudo nos três dias de competição: a decepção de quase 70 mil pessoas, com a desistência de Rubinho antes da metade da corrida, placas de publicidade que caíram sobre a pista, interrompendo a classificação, e o que deveria também ser uma festa política acabou com o prefeito paulistano Celso Pitta sendo procurado pela Justiça. Para completar, o resultado da prova só foi conhecido seis horas depois da bandeirada.
O público, 68 mil pessoas, foi recorde de Interlagos. Antes da largada, uma cena em especial impressionou até mesmo os frios profissionais da F-1, para quem a vida tem uma leitura bastante particular: um coro de milhares de vozes, vestindo roupas vermelhas, cantou o nome de Rubinho.
O novo asfalto do circuito deveria receber a aprovação unânime dos pilotos e engenheiros. Acabou como o vilão do GP. Por conta das suas irregularidades cinco dos seis primeiros colocados por pouco não foram desclassificados. A prancha de madeira que há sob o assoalho dos carros de F-1 apresentou desgaste irregular na Ferrari de Michael Schumacher, McLaren de David Coulthard, Jordan de Heinz-Harald Frentzen e Jarno Trulli, e na Williams de Ralf Schumacher.
Os comissários técnicos acataram a defesa, que citou as ondulações do asfalto como causa, e confirmaram o resultado. Apenas Coulthard acabou punido, mas por outra razão, altura irregular dos minidefletores instalados nas laterais do aerofólios dianteiro.
Sábado, depois de estabelecer a pole position, Mika Hakkinen comentou sobre a queda das placas, que interrompeu o treino três vezes: ‘‘Nunca vi isso na minha vida.’’ O organizador do evento, Tamas Rohonyi, argumentou que depois de verificar o que tinha acontecido concluiu que um caminhão tocou nas placas, amolecendo as amarras. Em resumo: a edição do fim de semana da corrida em São Paulo alternou do recorde de público ao recorde de ocorrências, passando pelo recorde de pessoas decepcionadas que deixaram o autódromo.
Em Foz – Um grupo formado por 32 funcionários da equipe McLaren viajou ontem para Foz do Iguaçu, fronteira entre Brasil e Argentina, e conheceram as belezas naturais da região, principalmente as Cataratas do Iguaçu. Eles pertencem ao pessoal responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos motores Mercedes Benz, instalados nos carros de Mika Hakkinen e David Coulthard. Engenheiros, projetistas, mecânicos e até pessoas ligadas ao setor de publicidade da empresa alemã lotaram três embarcações para verem de perto as quedas do Rio Iguaçu.
Apesar da maioria ser composta por alemães, o grupo contava com holandeses, dinamarqueses e até finlandeses, compatriotas do piloto Hakkinen.
Depois de apreciarem as dezenas de cachoeiras que formam as Cataratas, eles decidiram descer o rio em direção ao Marco das Três Fronteiras, local onde as águas do Iguaçu se juntam com as do Rio Paraná, separando três países que integram o Mercosul – Brasil, Argentina e Paraguai. (Colaborou a sucursal de Foz do Iguaçu)