Ribeirão Preto, 10 (AE) - A necessidade da transformação em empresas tem provocado dois tipos de reação nos clubes do Interior paulista. Enquanto alguns já deram passos importantes, outros preferem esperar os grandes. O Etti Jundiaí é o percursor. Desde o ano passado, a Parmalat assumiu o Paulista, com mentalidade empresarial. O clube virou Paulista Clube e o time, Etti Jundiaí Futebol Ltda. O acordo é por 30 anos e a administração procura aproximar-se do padrão europeu. "O know-how da Parmalat aqui e na Itália vai-nos ajudar", diz o diretor-geral do Etti, Marcos Bagatella.
O acesso do Botafogo de Ribeirão Preto à Série A do Brasileiro fortaleceu o acordo do clube com a Brunoro Sports, o Banco Axial e a NetMarketing. O primeiro passo do consórcio é sanear o clube
com dívida de R$ 3,5 milhões, para, depois, associar-se ao Banco Ribeirão Preto e ao futuro Botafogo S. A.. A segunda etapa será lançar ações na Bolsa. "Estávamos-nos preparando para fazer isso em julho, mas, com a economia instável, deveremos fazê-lo só em 2000", diz o presidente do Botafogo, Ricardo Ribeiro.
A empresa Ponte Preta Esportes S. A. está quase pronta. O registro na Junta Comercial do Estado foi feito em janeiro e o CGC, solicitado à Receita Federal. Os bancos Fibra e Litoral esperam o término da burocracia para cuidar do marketing e injetar R$ 5 milhões no futebol.
O futebol do XV de Piracicaba, hoje, é terceirizado e administrado pelas empresas Player Empreendimentos (do ex-jogador Alemão) e MPFF Comunicação. "Vamos fazer a transformação para empresa, mas sem pressa; vamos esperar os grandes agirem para ver como é que fica", diz o diretor-executivo do XV, e dono da MPFF, Marinho Fernandes Filho.

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