Interino deu mais poder ao Continente Africano
São Paulo - A Fifa terá pela primeira vez um africano como seu presidente. O camaronês Issa Hayatou, de 69 anos, mais antigo vice-presidente do Comitê Executivo da Fifa e presidente da Confederação Africana de Futebol desde 1987, assume interinamente o cargo no lugar de Joseph Blatter. Ele ficará à frente da Fifa por 90 dias, o período do afastamento do suíço.
Hayatou afirmou que não será candidato na eleição da Fifa, em fevereiro. "A Fifa permanece comprometida com seu processo de reforma e vamos continuar cooperando com as autoridades", declarou.
Hayatou foi um dos responsáveis pela intensificação das relações da Fifa com as federações africanas durante as presidências de João Havelange e de Blatter.
Foi durante a gestão do camaronês na confederação africana que o continente aumentou o número de vagas para a Copa. Em 1986, eram duas - no Mundial de 2014, foram cinco. Ele também foi um dos idealizadores da Copa na África do Sul, em 2010.
O camaronês tentou ser presidente da Fifa em 2002, mas foi derrotado por Blatter. Um dia antes da votação, Hayatou e Blatter quase chegaram à violência física devido a evento de perguntas e respostas que foi monopolizado pelo suíço.
Hayatou também carrega um histórico de acusações de corrupção.
Em 2010, reportagem da rede britânica BBC acusou-o de ter recebido propina em negociações de direitos de transmissão de televisão da Copa do Mundo.
Segundo a reportagem, documentos mostram que ele recebeu 100 mil francos suíços (quase R$ 400 mil) da ISL, empresa de marketing que era parceira da Fifa.
Ele também é acusado de ter recebido US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 5,7 milhões) para votar no Catar como sede da Copa de 2022. (Folhapress)





