Inter vive seu pior momento em Brasileiros
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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 05 (AE) - Três vezes campeão brasileiro (1975, 76 e 79), o Internacional vive seu pior momento na história do campeonato. Não depende mais de suas próprias forças e, tudo indica, terá que obter mais dois pontos do São Paulo (o jogo terminou em 2 x 2) no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da CBF para escapar da segunda divisão. A derrota (1 x 0) de quinta-feira diante do Paraná Clube, outro desesperado, impõe ao time a tarefa de superar o Palmeiras na rodada final, torcer por derrotas de Gama, Botafogo/RJ e Paraná Clube e ganhar os dois pontos no tapetão.
Nem tudo isso precisa acontecer mas uma combinação de alguns desses fatores. Hoje, o Inter, com 19 pontos, possui média de 1,18 nos dois últimos Brasileiros, enquanto o Gama tem 1,16, o Paraná Clube 1,12 e o Botafogo/RJ, 1,24. Acontece que os adversários disputam mais duas partidas e a equipe gaúcha só uma.
Neste sábado e domingo, enquanto os inimigos estiverem jogando a sua sorte, o Inter torcerá pela Portuguesa contra o Gama (em Brasília), o Palmeiras contra o Botafogo/RJ (em São Paulo) e o Cruzeiro contra o Paraná Clube (em Belo Horizonte). A derrota mais esperada é a do Gama, sério concorrente colorado na briga para fugir ao descenso.
Uma vitória do clube do Distrito Federal complicará demais a vida do Inter. Não se acredita que o Paraná Clube - que tem dois compromissos fora de casa e precisa vencê-los - possa escapar do rebaixamento. O Botafogo/RJ, com os três pontos que conseguiu na CBF, dificilmente cairá.
Nem mesmo depois de experimentar três técnicos - Paulo Autuori, Walmir Louruz e Emerson Leão, todos de prestígio reconhecido - a equipe conseguiu encontrar o rumo. Hoje, as razões para o péssimo desempenho são atribuídas ao grupo de jogadores, de qualidade duvidosa. Os dirigentes são também apontados como responsáveis. Seu principal erro: vender o goleador Christian para o Paris Saint-Germain sem trazer ninguém à altura para a função.
A consequência é que o ataque marcou somente 18 gols, o terceiro pior rendimento da competição, apenas superior ao Sport (12 gols, na lanterna) e Juventude (16 gols, rebaixado). A equipe defende-se bem (levou 28 gols, um a mais que o líder Corinthians) mas a inoperância ofensiva é o grande problema.
Como desperdiça suas chances, transformou-se no time que mais perdeu no campeonato, com 11 derrotas, o que poderá ser fatal para quem deseja permanecer na divisão principal.


