Guarulhos - A vitória sobre o poderoso Barcelona no Mundial de Clubes serviu não apenas para massagear o enorme ego da massa colorada, mas também para apagar a má impressão deixada pelo futebol brasileiro na última Copa do Mundo da Alemanha. Pelo menos na opinião do técnico Abel Braga, comandante do Internacional na conquista do título mais importante da história do clube.
  Ao desembarcar em Guarulhos na manhã de ontem, o treinador deixou a modéstia de lado e afirmou, para quem quisesse ouvir: ‘‘Depois de perder a Copa do Mundo do jeito que o Brasil perdeu, trazer esse título mundial para casa foi uma forma de salvar o nosso futebol em 2006 e engrandecer o País, pois ganhamos da melhor equipe do mundo’’.
  Vitório Píffero, que foi ao Japão como vice de Futebol e iniciará 2007 no cargo de presidente eleito do campeão mundial, concordou com a análise do treinador e já aproveitou para projetar dificuldades enormes para sua equipe na temporada que se iniciará em meados de janeiro. ‘‘Passamos a ser o alvo tanto na Libertadores quanto no mundo e agora teremos que lutar muito para nos mantermos no topo’’, disse o dirigente.
  Figura de destaque dentro de campo, Fernandão foi outro a ressaltar a grandeza dos obstáculos que virão pela frente mesmo depois da conquista do título mais importante dos 97 anos de história do clube. ‘‘Chegar ao topo do mundo é complicado, mas se manter no alto é ainda mais difícil. Fizemos história e agora teremos que continuar trabalhando forte para seguir fazendo parte dela’’, concluiu Fernandão.

  Clemer - Acostumado a conviver com as críticas, o goleiro já beira a unanimidade após a impecável atuação na final do Mundial de Clubes. Ostentando a medalha de campeão no desembarque do Inter em São Paulo, o jogador comemorou a melhor fase da carreira. ‘‘Esse é um momento ímpar. Não só para mim, mas para todo grupo do Inter. O nosso objetivo foi conquistado. É, sem dúvida, o melhor momento da minha carreira. Consegui dois títulos importantes em cima de equipes consideradas as melhores do mundo, como o São Paulo e o Barcelona’’, vibrou Clemer.
  Contra o time catalão, Clemer fez pelo menos duas ‘‘espetaculares e milagrosas defesas’’, nas palavras de um torcedor que o santificava.
Enquanto retribuía o carinho, o goleiro lembrava da importância do seu desempenho no Japão.
‘‘É difícil dizer que foi a minha melhor partida na carreira porque eu já tive outras boas atuações. Mas, talvez pelo peso de ser um jogo decisivo como foi, tenha sido a melhor’’, comentou.

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