Inter recebe o Cruzeiro no Beira-Rio
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Agência Folha De Porto Alegre e Belo Horizonte 
O Internacional, tendo como base os jogos pelas oitavas-de-final (quando empatou em 0 a 0 com o Atlético-PR em casa e venceu o mesmo adversário por 2 a 1 em Curitiba), tem como prioridade não sofrer gols na partida de hoje contra o Cruzeiro. Pelo regulamento da Copa João Havelange, a partir das oitavas-de-final, há o saldo qualificado. Ou seja, gol fora vale mais que gol em casa.
O raciocínio da comissão técnica colorada é que, caso ocorra hoje um empate em 0 a 0, por exemplo, o Cruzeiro ficará em uma situação desconfortável na partida de volta, no Mineirão: terá de atacar e, ao mesmo tempo, cuidar da defesa para evitar sofrer gols. Caso a equipe gaúcha faça um, os mineiros terão de fazer dois. O empate em 1 a 1, nessas circunstâncias, classifica o Inter.
O Cruzeiro é o favorito, pelo seu retrospecto na competição até agora. Mas o Inter, caso mantenha a mesma qualidade e dedicação demonstrada nos últimos jogos, pode surpreender, disse o técnico do Inter, Zé Mário.
É provável que os únicos desfalques da equipe sejam o zagueiro Ronaldo (que terá de cumprir suspensão automática, pois foi expulso na segunda partida contra o Atlético-PR) e o atacante Fabiano, contundido. Nos seus lugares, deverão entrar Leonardo Valença e Diogo Rincón. Com Diogo no lugar de Fabiano, o Inter ganha mais consistência no meio-campo, pois ele marca melhor.
O volante Fábio Rochemback, que sofreu um acidente de carro no último domingo no qual duas pessoas morreram, deve jogar, a não ser que seja punido em julgamento ao qual deveria ser submetido ontem à noite pela Justiça Desportiva.
O Cruzeiro está apostando na experiência do time e do técnico Luiz Felipe Scolari em torneios mata-mata como forma de superar o Internacional nas quartas-de-final da Copa João Havelange.
Os jogadores usam como exemplo a Copa do Brasil, torneio em que desde a primeira fase a fórmula de disputa é semelhante à adotada a partir das oitavas-de-final da JH -confronto em ida e volta e, em caso de empate nos pontos e saldo de gols, leva vantagem quem marca mais na casa do adversário.
O Cruzeiro foi três vezes campeão da Copa do Brasil (1993, 1996 e 2000) e por uma vez foi vice-campeão, em 1998, quando perdeu para o Palmeiras de Scolari.
A gente sabe jogar com esse regulamento. Vamos para lá (Porto Alegre) sabendo o que a gente quer, disse o volante Ricardinho, jogador do atual grupo que mais atuou pelo Cruzeiro (326 partidas) e que participou das campanhas vitoriosas da Copa do Brasil de 1996 e deste ano.


