Inter põe futuro do Beira-Rio em risco
São Paulo - O presidente do Internacional, Giovanni Luigi, declarou ontem que o clube não tem condições de concluir as obras do Beira-Rio, estádio indicado por Porto Alegre para receber jogos da Copa do Mundo de 2014.
De acordo com o dirigente, o modelo aprovado na gestão anterior - ele assumiu em dezembro - não oferece recursos para levar adiante a totalidade dos trabalhos. ''Esse modelo é do auto-financiamento, onde a locação de produtos novos do estádio, como cadeiras vips, suítes e sky box (suíte menor), seriam os responsáveis pela arrecadação de dinheiro. Não estamos enxergando a capacidade de negociação desses produtos, o que prejudica o prosseguimento da reforma'', disse Giovanni Luigi em entrevista à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
Segundo ele, o clube ainda pode optar por aceitar um financiamento do BNDES de cerca de R$ 100 milhões, que já ofereceu uma linha de crédito com juros subsidiados. Uma outra alternativa seria a contratação de uma construtora que bancaria as obras do Beira-Rio. ''Não teríamos nenhum custo e o clube continuaria arrecadando com sócios, camisetas e vendas de jogadores'', lembrou.
Apesar da situação, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, se manteve otimista quanto ao Beira-Rio. ''Tenho uma forte esperança de que os conselheiros do Inter irão encontrar a solução certa para que as obras aconteçam. Essa é a posição da prefeitura. Se e o Inter decidir de forma contrária, a prefeitura irá viabilizar uma segunda opção. Porto Alegre não pode ficar fora desse importante evento'', falou. (Folhapress)





