Johan Cruyff e Marco Van Basten, ídolos no país, serão homenageados no Arena pela federação de futebol da Holanda. Cruyff foi escolhido como o melhor jogador europeu do século em uma pesquisa feita por jornalistas de diversos países do continente. Van Basten ficou em décimo. Hoje, Cruyff defendeu a permanência de Rijkaard na seleção e disse que os holandeses não costumam levar muito a sério jogos amistosos. Pelo que parece, porém, agora será diferente.Por Emerson Couto Amsterdã, 08 (AE) - Instabilidade é a marca da seleção holandesa, adversária do Brasil no amistoso deste sábado. A partida será um teste decisivo para vários jogadores que não atravessam boa fase. Até mesmo ídolos como Ronald de Boer, do Barcelona; e Denis Bergkamp, do Arsenal, estão longe de empolgar os torcedores. O próprio técnico Frank Rijkaard, embora com o apoio anunciado pelos dirigentes, sabe que pode ter o cargo ameaçado com um novo fracasso. Hoje à tarde, enquanto a seleção brasileira treinava no coberto Amsterdam Arena, sob o olhar de muitos fãs locais, os holandeses enfrentavam a chuva a poucos metros de lá, no centro de treinamento do Ajax, praticamente esquecidos pelos torcedores. "Esta partida será, para alguns jogadores, como uma prova de escola de fim de ano", comparou Rijkaard. "Infelizmente, devemos ter reprovados." Em uma recente entrevista a uma revista holandesa, Rijkaard, que em 10 jogos só venceu na estréia, diante do Peru, disse que Luciano Pavarotti não é julgado pelo que canta sob o chuveiro; mas, sim, quando sobe ao palco. "Quero ser avaliado também, diante do Brasil", afirmou. O treinador, sem Reiziger, Frank de Boer, Stam e Davids, machucados, teve dificuldade para armar a equipe. Na defesa, Bogarde volta à seleção depois de mais de um ano afastado. Konterman, com más atuações no Feyenoord, não inspira a menor confiança. Se o presente vai mal, resta evocar o passado. Antes do amistoso

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