Instabilidade marca clássico Choque-Rei
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de setembro de 2010
Daniel Batista e<br>Paulo Galdieri<br>Agência Estado 
São Paulo - Há muito tempo São Paulo e Palmeiras não chegam para se enfrentarem em igualdades de condição tão grande. E com essa condição tão ruim para ambos. Diante dessa situação complicada nos dois lados do confronto deste domingo, instabilidade se tornou a palavra que resume o duelo no Pacaembu.
O Palmeiras, com todo o peso de Felipão no banco, mais as contratações pra lá de animadoras de Kleber (que não joga por estar suspenso) e Valdivia, ainda vive da mesma forma que antes de todas essas contratações: oscilante, sempre entre a euforia e expectativa de melhora após uma boa vitória e a cobrança e pressão depois de derrotas decepcionantes.
Já o São Paulo, que demorou a acordar para sua dura realidade em 2010, foi do céu por chegar perto da final da Libertadores, ao inferno com a eliminação para o Inter e tudo o que resultou disso (troca de técnico, problemas no elenco, flerte com a zona do rebaixamento no Brasileiro). E de lá não saiu mais.
Luiz Felipe Scolari, que tem se demonstrado pragmático nas análises quanto às pretensões de seu time no Brasileirão, é quem melhor resume o caso. ''Poder sonhar, pode. Mas tem que ser um pouco inteligente pra ver que estamos em 11º, o São Paulo deve estar em 12º, quase a mesma situação. Tem dez na nossa frente. É preferível botar os pés no chão e trabalhar pra alguma coisa melhor. Se daqui a 10 jogos tivermos alguma chance mais aberta, bom, vamos sonhar com aquilo. Mas neste momento, é pés nos chão e só ir mais pra frente.''
No São Paulo, o clássico é encarado (pelo menos no discurso) de uma maneira completamente diferente. Sergio Baresi, parecendo alheio aos resultados e à irregularidade de seu time, ainda fala em lutar pelas primeiras posições no Brasileiro. ''O jogo é decisivo para a classificação. Vamos ter que lutar muito. A meta é vencer, para nos aproximarmos do G-4 e depois pensar em algo maior.''
EM SÃO PAULO
Palmeiras
Deola; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Rivaldo; Pierre, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga; Éwerthon e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari
São Paulo
Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e Xandão; Jean (Ilsinho), Rodrigo Souto, Cléber Santana, Lucas e Richarlyson; Fernandão e Dagoberto (Marlos). Técnico: Sérgio Baresi
Árbitro: José H. de Carvalho (SP)
Estádio: Pacaembu
Horário: 16 horas


