Rio, 09 (AE) - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cientificou hoje a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que a entidade será alvo de uma ação fiscal que será iniciada possivelmente ainda esta semana. O instituto quer saber se a confederação sonegou contribuição previdenciária nos últimos anos e vai analisar documentos, contratos e contas da entidade. O diretor de Marketing da CBF, José Carlos Salim, afirmou que o INSS deduziu mais do que devia da CBF em 1998 e que a entidade tem um saldo de quase R$ 600 mil com o INSS.
A Assessoria de Imprensa do INSS do Rio informou que a ação tem o objetivo de evitar supostos fraudes de sonegação de impostos na CBF. A fiscalização dos documentos deverá começar quinta-feira ou sexta-feira - ela pode também ser adiada para depois do carnaval - e é uma extensão da operação "Tira-Teima"
cujo objetivo inicial era o de investigar o borderô dos jogos do Torneio Rio-São Paulo.
A iniciativa do instituto foi tomada após a publicação do balanço das contas da CBF, referentes ao exercício de 1998, no qual a entidade declara um prejuízo de R$ 15.137.737,90. Os contratos da CBF com patrocinadores e demais empresas serão analisados, inclusive o firmado com a Nike - estimado em US$ 400 milhões. O INSS quer saber de que forma o dinheiro entra e sai da CBF.
De acordo com um fiscal do INSS, que deverá participar da ação fiscal contra a entidade, as investigações se estenderão ao questionamento da saída de dinheiro da CBF por causa da possibilidade de existirem notas fiscais de empresas fantasmas que justificariam supostos gastos da CBF.
A folha de pagamento dos funcionários, contratos com prestadores de serviços, autônomos e demais pessoas físicas também serão analisados. O INSS quer saber do que se tratam os "Serviços de Terceiros", pelos quais a entidade teria gasto pouco mais de R$ 2 milhões em 1998, e "Auxílios Eventuais", cujos gastos seriam superiores a R$ 5 milhões.
O INSS do Rio pretende investigar, a partir de março, os grandes clubes cariocas de futebol - a maioria deve quantias altas ao INSS.

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