Insatisfeito, Felipão deixa Grêmio
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terça-feira, 19 de maio de 2015
Robson Morelli<br>Agência Estado 
São Paulo - Durou 294 dias a terceira passagem de Luiz Felipe Scolari no Grêmio. Ele pediu demissão ontem e o presidente Romildo Bolzan Júnior aceitou. Felipão assumiu o comando do time imediatamente depois de seu fracasso com a seleção brasileira na Copa do Mundo dizendo ser o Grêmio o único clube em que poderia trabalhar depois dos 7 a 1 para a Alemanha. Deixa a equipe em 18º lugar no Campeonato Brasileiro, após apenas duas rodadas, com 1 ponto. É o primeiro técnico a sair no atual torneio.
O treinador decidiu demitir-se por estar insatisfeito com os rumos do clube e com um racha detectado por ele na diretoria. Com o afastamento do então presidente Fábio Koff, que o contratou, Felipão se viu em meio a um fogo cruzado dos dirigentes, que estariam divididos sobre os principais assuntos do futebol, inclusive seu trabalho. O Grêmio não estaria mais disposto também a pagar o salário do treinador.
Ontem, por meio de sua assessoria, Felipão explicou por que optou por sair. Lembrou que, ao ser contratado, Koff pediu-lhe que tirasse o Grêmio da situação difícil em que se encontrava no Brasileirão (11º lugar) e, apesar de ter conseguido, estava se sentindo em dívida com o ex-presidente por não ter conquistado o título gaúcho.
"Chegamos a estar quase entre os classificados para a Libertadores. Só que um segundo objetivo, para que nós tivéssemos um ano tranquilo e projetos para 2015, que era a conquista do título gaúcho, eu não consegui", lamentou Felipão. O nome de Cristóvão Borges é um dos mais cotados para substituí-lo.


