São Paulo - O meia Correia não quer ser o novo Arce do Parque Antártica. Ele não gosta de jogar na lateral-direita e já colocou isso ao técnico Estevam Soares. Mesmo assim, sábado, contra o Figueirense (0 a 0), o jogador foi improvisado pela lateral no lugar de Baiano. Vestia a camisa 2. ''Eu sempre me vejo como um meio-campista. Gosto de jogar desse jeito. Só para colaborar com o time, vou na lateral.''
Não adianta Estevam argumentar que ele tem todas as condições de se tornar um ótimo lateral-direito, podendo sonhar até com a seleção brasileira. ''Ele é técnico, cruza bem, tem sprint de 20 metros. Já conversei com ele sobre isso. Acredito que como lateral-direito, o Correia pode até pleitear um lugar na seleção. É uma posição que tem menos concorrência do que o meio-de-campo'', argumentou o treinador.
Correia continua irredutível. Mas por trás da questão de improvisá-lo ou não na lateral esconde um problema para o treinador: Lúcio e Baiano, os laterais teoricamente titulares, não atravessam boa fase e o elenco não oferece opções para suprir essa deficiência.
O jogo de sábado, contra o Figueirense, foi uma prova da insatisfação de Estevam com os laterais. Baiano, em má fase, foi preservado. Ficou no banco. Lúcio foi para o jogo, mas errou passes e desperdiçou jogadas. Estava dispersivo. Foi substituído no segundo tempo e recebeu uma sonora vaia dos torcedores palmeirenses que assistiram ao empate sem gols.
A próxima partida do Palmeiras será contra o Guarani, em Campinas, às 21h45, da quarta-feira. Estevam não quer mais desculpas. ''Não existe essa história de tem de ganhar em casa. Time que quer ser campeão, tem de ganhar em casa e fora de casa.''

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