Insatisfeita com caso Ricciardo, Red Bull ameaça deixar F-1
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de março de 2014
Tatiana Cunha<br>Folhapress 
Sepang, Malásia - Campeã do Mundial de Construtores da F-1 nos últimos quatro anos e tendo conseguido o mesmo feito com Sebastian Vettel também nas últimas quatro temporadas, a Red Bull pela primeira vez ameaçou deixar a categoria na esteira da desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália.
Após chegar em segundo lugar na prova que abriu o Mundial deste ano, há dez dias, o piloto australiano foi excluído da corrida por conta de irregularidades no fluxo de combustível de seu carro. Como Vettel não completou o GP australiano, a Red Bull saiu de Melbourne sem nenhum ponto.
Justamente por conta do episódio, Dietrich Mateschitz, dono da empresa fabricante de energéticos, deu a entender que considera deixar a F-1.
"Nosso investimento pouco tem a ver com a questão econômica e sim com a esportividade, a influência política e outras coisas. Nestes casos há um limite claro para o que aceitamos e o que não aceitamos na F-1", afirmou o empresário em entrevista ao diário austríaco "Kurier".
"Nós entramos com um protesto (no caso de Ricciardo). O sensor de fluxo de combustível, que é dado às equipes pela federação (FIA), nos dava dados divergentes e incorretos desde os testes da pré-temporada. Nós podemos provar exatamente o fluxo durante a corrida e mostrar que estávamos dentro do regulamento", completou Mateschitz, que além da Red Bull também mantém a Toro Rosso, equipe na qual Ricciardo correu até o ano passado.
Além dos dois times, a fabricante de energéticos também é dona do circuito que em 22 de junho voltará a receber uma etapa da F-1, no GP da Áustria.
O caso da desqualificação do piloto australiano na prova que abriu o Mundial de 2014 será julgado na FIA, em Paris, no próximo dia 14.
Pelas regras que entraram em vigor neste ano, o limite máximo do fluxo de combustível durante a corrida é de 100 kg/h.


