Johannesburgo - Não foi apenas o gol mais importante de sua vida. Foi simplesmente o gol mais importante da história da Espanha. Andrés Iniesta Luján, o incansável meia de 26 anos, será conhecido eternamente por ter marcado o gol do primeiro título mundial espanhol. E foi merecido, por tudo o que ele mostrou neste domingo.
O baixinho Iniesta, 1m70 (Pedro, o menor do grupo, tem um centímetro a menos) reinou no meio de campo. Ajudou na marcação e apoiou. Consagrou-se como o melhor do jogo, prêmio entregue pela Fifa. Gol salvador no fim da prorrogação, 11 minutos do segundo tempo. Um tiro certeiro sem chance ao goleiro Stekelenburg.
''Ainda não acredito que fiz esse gol tão significativo pra seleção e pra Espanha'', disse Iniesta, que aos 12 anos iniciou sua longa carreira no Barcelona. Das escolinhas do clube catalão ao troféu de campeão do mundo. O atleta havia participado do Mundial da Alemanha, mas dos três jogos só entrou como titular em um. Dois anos atrás, foi uma das principais peças da Espanha campeã da Eurocopa. E com o passar do tempo apenas confirmou sua posição de fundamental ao time.
''Foi um jogo duríssimo, mas merecíamos o título. Temos de nos sentir orgulhosos de todos do grupo'', falou o meia na sala de imprensa e sem sossego nenhum - Puyol, Piqué e Fabregas invadiram o salão, todos com cerveja na mão, para chamar o amigo para a festa. ''Iniesta, te queremos'', gritavam.
O meia do Barcelona fazia parte da lista dos 10 jogadores para ser escolhido como o melhor da Copa. Com ele, outros dois espanhóis, Villa e Xavi. O título foi para o uruguaio Forlán e Iniesta não ficou nem entre os três primeiros colocados. Seu título, porém, foi outro - e muito mais importante. A camisa 6, normalmente dada a um lateral, nunca fez tanto sucesso na Espanha. E a partir de hoje, o nome de Iniesta estará estampada em muitas camisas vermelhas de fanáticos e felizes torcedores. (A.E.)

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